Três países lideram avanço da eletricidade na África e conectam mais de 50 milhões de pessoas

A eletricidade na África avançou com liderança de Tanzânia, Etiópia e Nigéria. Mais de 50 milhões de pessoas ganharam acesso à energia. Veja como o projeto está transformando o continente.
Técnico realiza instalação em poste de energia enquanto moradores acompanham a expansão da eletrificação em uma comunidade africana.
Equipes de eletrificação ampliam o acesso à energia em comunidades africanas por meio da expansão da rede elétrica e de soluções descentralizadas, como minirredes e sistemas renováveis. (Foto: IA)

Mais de 50 milhões de pessoas passaram a ter acesso à eletricidade na África entre julho de 2023 e abril de 2026. O avanço amplia o funcionamento de escolas, unidades de saúde, pequenos negócios e serviços públicos por meio da iniciativa Mission 300, apoiada pelo Banco Mundial.

O levantamento reúne 85 projetos financiados em 40 países africanos. As ligações ocorreram tanto por redes convencionais quanto por minirredes e sistemas de geração renovável instalados em localidades onde a infraestrutura elétrica avançava em ritmo mais lento.

Apesar desse avanço, cerca de 600 milhões de pessoas ainda vivem sem acesso à energia elétrica na África. O continente continua concentrando o maior déficit mundial de eletrificação, embora o ritmo das conexões tenha acelerado desde o início da iniciativa.

A Mission 300 pretende levar eletricidade a 300 milhões de africanos até 2030. Para isso, o programa reúne expansão das redes de distribuição, minirredes, sistemas isolados de energia renovável e investimentos em infraestrutura.

Eletricidade na África avança com liderança de três países

A Tanzânia registrou o maior número de novas conexões no período analisado. O país levou eletricidade a aproximadamente 7,5 milhões de pessoas por meio de programas voltados à eletrificação rural e à oferta de energia limpa.

Em seguida aparecem Etiópia e Nigéria, com cerca de 4,67 milhões e 4,51 milhões de beneficiários, respectivamente. Além disso, Costa do Marfim, Moçambique, Madagascar, Uganda, Ruanda, Quênia, Malawi e Chade também ampliaram o acesso à energia elétrica.

Juntos, esses países responderam por uma parcela relevante das ligações registradas pela Mission 300 durante o período. Segundo o Banco Mundial, o resultado acompanha a combinação entre investimentos, execução dos projetos e diferentes modelos de atendimento.

Soluções renováveis ampliam o acesso à energia

Entre os países líderes, a Nigéria concentrou grande parte das novas ligações por meio de sistemas fora da rede elétrica convencional. O projeto Distributed Access through Renewable Energy Scale-up (DARES) respondeu pela maior parcela das conexões registradas no país.

Ao mesmo tempo, minirredes e sistemas solares individuais ampliaram o fornecimento de energia em comunidades onde a expansão da rede tradicional exige investimentos mais elevados. Assim, esse modelo alcançou localidades afastadas dos grandes centros urbanos.

O relatório considera apenas o número de ligações e não mede a qualidade ou a estabilidade do fornecimento de energia. Ainda assim, a ampliação da cobertura permite o funcionamento de novos serviços e favorece a atividade econômica em áreas antes sem acesso regular à eletricidade.

Meta para 2030 ainda depende da expansão dos projetos

Enquanto alguns países aceleraram a eletrificação, outros ainda não registraram resultados. Angola, Cabo Verde, República do Congo, Guiné-Bissau, Mauritânia, Senegal, Sudão do Sul e Sudão permanecem sem novas conexões nos projetos acompanhados pelo Banco Mundial.

De acordo com o documento, essas iniciativas continuam em fase preparatória, de implantação ou ainda não produziram resultados mensuráveis. À medida que esses projetos entrarem em operação, a quantidade de beneficiários deverá crescer em diferentes regiões do continente.

Com a entrada dessas operações, a Mission 300 poderá ampliar o número de países que avançam na eletrificação e reduzir gradualmente uma das maiores lacunas de infraestrutura do continente até o fim da década.

Foto de Monique de Carvalho

Monique de Carvalho

Jornalista formada em Comunicação Social pela Fanor, com mais de 15 anos de experiência em marketing de conteúdo, produção digital, storytelling e comunicação de impacto. Já contribuiu para os portais Razões para Acreditar e Só Notícia Boa.

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