Proteção da Mata Atlântica rende o Oscar da ecologia brasileira a iniciativa sustentável

O Oscar da ecologia brasileira reconheceu um projeto que transforma a proteção da Mata Atlântica em oportunidades para comunidades, turismo de natureza e conservação.
A Mata Atlântica abriga um dos maiores remanescentes florestais do país e inspirou o projeto reconhecido com o Oscar da ecologia brasileira.
O Oscar da ecologia brasileira premiou a Grande Reserva Mata Atlântica por reunir conservação, turismo de natureza e desenvolvimento sustentável em um mesmo território. (Foto: FG Trade/GettyImages)

Um projeto que transforma a conservação da Mata Atlântica em oportunidades de turismo de natureza e desenvolvimento sustentável conquistou o Prêmio Hugo Werneck, conhecido como o Oscar da ecologia brasileira. A homenagem reconheceu a Grande Reserva Mata Atlântica (GRMA), criada para valorizar o maior remanescente contínuo do bioma no país.

A área abrangida pela GRMA soma cerca de 3 milhões de hectares distribuídos por São Paulo, Paraná e Santa Catarina e influencia diretamente a vida de aproximadamente 145 milhões de brasileiros. Além da preservação da floresta, a iniciativa estimula atividades capazes de gerar renda de forma compatível com a conservação ambiental.

Criada há oito anos, a GRMA reúne empresários, organizações da sociedade civil, municípios e empreendedores em uma rede colaborativa. Com isso, incentiva o turismo de natureza e a economia restaurativa em uma região que concentra serviços ecossistêmicos essenciais, como água e polinização.

Mais do que premiar uma ação de preservação, o Oscar da ecologia brasileira reconheceu um trabalho que utiliza a conservação da Mata Atlântica como base para impulsionar o desenvolvimento sustentável.

Rede conecta diferentes setores em torno da Mata Atlântica

A Grande Reserva Mata Atlântica integra instituições, comunidades, empresas e gestores públicos em torno de objetivos comuns. Assim, substitui iniciativas isoladas por uma articulação que fortalece ações já desenvolvidas na região.

Segundo Ricardo Borges, coordenador de comunicação e parcerias estratégicas da GRMA, preservar a Mata Atlântica também significa proteger serviços ecossistêmicos indispensáveis para a qualidade de vida da população, como a produção de água e a atuação dos polinizadores.

Além disso, Borges avalia que conservação ambiental e desenvolvimento econômico podem avançar de forma integrada quando diferentes setores compartilham objetivos e experiências.

Rede criada em 2018 fortalece o turismo de natureza

Um dos principais instrumentos da GRMA é a Rede de Portais, criada em 2018 para conectar comunidades, organizações e empreendedores interessados em promover a região de forma colaborativa.

A participação na rede não tem custos para os integrantes. Além disso, a iniciativa compartilha experiências, divulga ações locais e fortalece uma identidade comum para o maior remanescente contínuo de Mata Atlântica do país.

Segundo Ricardo Borges, essa identidade ajuda moradores e visitantes a reconhecerem o valor da região. Com isso, amplia as oportunidades relacionadas ao turismo de natureza e à economia restaurativa.

Mata Atlântica gera oportunidades além da conservação

Além de proteger o bioma, a GRMA busca consolidar a Mata Atlântica como um patrimônio de valor econômico e ambiental. Dessa forma, incentiva iniciativas capazes de gerar trabalho, renda e novos negócios para as comunidades da região.

De acordo com Ricardo Borges, um dos objetivos é romper a ideia de que preservar a natureza e promover o desenvolvimento são caminhos incompatíveis. Para isso, a iniciativa incentiva projetos que utilizam o patrimônio natural como ponto de partida para criar oportunidades econômicas e fortalecer o território.

Foto de Monique de Carvalho

Monique de Carvalho

Jornalista formada em Comunicação Social pela Fanor, com mais de 15 anos de experiência em marketing de conteúdo, produção digital, storytelling e comunicação de impacto. Já contribuiu para os portais Razões para Acreditar e Só Notícia Boa.

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