Projeto abre caminho para fortalecer a produção nacional de medicamentos e vacinas

Projeto cria uma estratégia para fortalecer a produção nacional de medicamentos, vacinas e insumos, com incentivos à indústria e ao abastecimento do SUS.
Linha de produção de medicamentos em ambiente industrial integra processos automatizados voltados à fabricação de produtos para a saúde.
Projeto aprovado pelo Senado cria uma política permanente para fortalecer a produção nacional de medicamentos, vacinas, equipamentos e insumos destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS). (Foto: IA)

A produção nacional de medicamentos e vacinas pode ganhar um novo impulso com a aprovação do PL 2.583/2020 pelo Senado na terça-feira (30/06). O projeto segue para sanção presidencial e cria uma política permanente para incentivar a fabricação de produtos estratégicos destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Com a medida, o país busca reduzir a dependência de produtos importados e ampliar a capacidade de fabricação instalada. Dessa forma, pretende responder com mais rapidez ao abastecimento do SUS em períodos de alta demanda e em futuras emergências sanitárias.

Para alcançar esse objetivo, o projeto cria incentivos à pesquisa, à inovação, à produção industrial e às compras públicas voltadas ao setor da saúde. Ao mesmo tempo, procura oferecer maior previsibilidade para investimentos na fabricação de produtos considerados estratégicos.

Além disso, a proposta transforma em lei uma política que atualmente depende de normas do Poder Executivo. A mudança dá continuidade às ações voltadas ao fortalecimento da indústria nacional da saúde.

Produção nacional de medicamentos terá novos incentivos

O texto prevê prioridade em registros, licenças e autorizações para empresas classificadas como estratégicas na área da saúde. Essas organizações também terão preferência em chamamentos públicos destinados à pesquisa, ao desenvolvimento, à inovação e à fabricação de produtos estratégicos.

Além disso, as empresas poderão acessar com mais facilidade linhas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As operações poderão oferecer juros competitivos, prazos ajustáveis e período de carência, conforme a regulamentação da futura lei.

Outra medida permite a adoção de alíquotas diferenciadas de importação para preservar a competitividade da indústria instalada no país. Paralelamente, o Poder Executivo deverá acompanhar os preços praticados nos mercados nacional e internacional.

O que muda para empresas e para o SUS

As empresas interessadas em obter o credenciamento precisarão comprovar capacidade de produção no Brasil, histórico de inovação e condições para manter ou ampliar a fabricação de produtos estratégicos. Também deverão desenvolver atividades de pesquisa e desenvolvimento científico e tecnológico.

Já o Poder Executivo ficará responsável pelo credenciamento e poderá cancelar esse reconhecimento caso identifique riscos ao abastecimento do SUS ou à soberania nacional. A regulamentação também definirá os ministérios responsáveis pela gestão da estratégia.

Política passa a ter regras permanentes

A aprovação do projeto transforma em lei uma política que até agora era conduzida por normas do Poder Executivo. Dessa forma, futuras ações de incentivo à produção nacional de medicamentos, vacinas e insumos passam a contar com uma base legal mais estável.

A mudança também cria um marco permanente para orientar compras públicas, financiamentos, incentivos à inovação e outras iniciativas voltadas ao desenvolvimento da indústria da saúde. Caso o texto seja sancionado, essas diretrizes passarão a integrar a legislação federal.

Foto de Monique de Carvalho

Monique de Carvalho

Jornalista formada em Comunicação Social pela Fanor, com mais de 15 anos de experiência em marketing de conteúdo, produção digital, storytelling e comunicação de impacto. Já contribuiu para os portais Razões para Acreditar e Só Notícia Boa.

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