O Brasil estreou, Na quinta-feira (02/07), nos Jogos Parasul-Americanos 2026 de Valledupar, na Colômbia, com sete medalhas no ciclismo de estrada. Foram quatro ouros e três pratas nas provas de contrarrelógio, resultado que abriu o primeiro evento multiesportivo do ciclo paralímpico rumo a Los Angeles 2028.
Entre os destaques estiveram Jerusa Geber, prata na classe B para atletas com deficiência visual, Viviane Soares, campeã da mesma disputa, além de Lauro Chaman, Roberto Neto e Eduardo Pimenta, que garantiram medalhas de ouro em suas respectivas classes.
O desempenho reúne atletas experientes do movimento paralímpico brasileiro e competidores que encontraram no ciclismo uma nova oportunidade de ampliar a carreira esportiva. A estreia também confirma a presença competitiva do país logo nas primeiras provas do evento continental.
As disputas seguem até 15 de julho, reunindo delegações de diversos países sul-americanos. Para o Brasil, a competição funciona como o primeiro grande compromisso internacional do novo ciclo paralímpico.
Estreia do Brasil no Parasul 2026 reúne atletas experientes e novas trajetórias
Jerusa Geber conquistou a medalha de prata ao lado da pilota Marcella Toldi. Referência mundial no atletismo paralímpico, a acreana passou a competir no ciclismo no fim de 2024 e alcançou seu primeiro pódio em um evento continental da modalidade.
A campeã da prova foi Viviane Soares, acompanhada pela pilota Lara Marinho. Medalhista mundial no atletismo, a fluminense conheceu o ciclismo quando planejava encerrar a carreira esportiva e celebrou a conquista como resultado da confiança recebida durante a transição entre modalidades.
Ouro em diferentes classes amplia desempenho brasileiro
O paraciclismo brasileiro também comemorou o ouro de Lauro Chaman na classe C5, destinada a atletas com deficiência físico-motora leve ou amputações. O paulista terminou à frente dos colombianos Diego Dueñas e Juan Gómez.
Na classe C2, Roberto Neto conquistou o lugar mais alto do pódio entre os homens. No feminino, Sabrina Custódia garantiu a medalha de prata após finalizar a prova na segunda colocação.
Outro resultado veio na classe H3, destinada aos competidores que utilizam handbike. Eduardo Pimenta venceu a disputa e completou a quarta medalha de ouro brasileira no primeiro dia do ciclismo.
Delegação inicia ciclo rumo a Los Angeles 2028
O Brasil participa dos Jogos Parasul-Americanos 2026 com 237 representantes em 13 modalidades, além de atletas-guia, pilotos do ciclismo, goleiros do futebol de cegos e calheiros da bocha, responsáveis por auxiliar competidores durante as provas.
A delegação reúne 50 medalhistas em Campeonatos Mundiais e 48 atletas que já conquistaram pódios em Jogos Paralímpicos, combinação que fortalece a preparação para os próximos compromissos internacionais.
A cerimônia oficial de abertura será realizada no domingo (05/07). Os porta-bandeiras brasileiros serão a halterofilista Mariana D’Andrea, bicampeã paralímpica, e o mesatenista Iranildo Espíndola.
A segunda edição dos Jogos Parasul marca o retorno da competição após o evento inaugural realizado em Santiago, em 2014. Na ocasião, o Brasil terminou na segunda posição do quadro geral de medalhas. Agora, a estreia com sete conquistas no ciclismo oferece um início consistente para a delegação brasileira no caminho até Los Angeles 2028.
