Eleições 2026 terão reforço contra conteúdos falsos gerados por inteligência artificial

O acordo amplia a cooperação entre o TSE, plataformas digitais e empresas de tecnologia para reforçar o monitoramento da IA nas eleições 2026.
Deepfakes, áudios e imagens manipulados passam a receber atenção especial nas ações de combate à desinformação durante a campanha eleitoral. (Foto: imagem gerada por IA)

O uso de IA nas eleições 2026 terá um monitoramento mais rigoroso. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) assinou um acordo neste mês de julho com plataformas digitais e empresas de inteligência artificial para ampliar o combate a deepfakes, perfis falsos e outros conteúdos manipulados que possam comprometer a integridade da campanha eleitoral.

A parceria renova e fortalece o Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação da Justiça Eleitoral, criado em 2022. Assinaram o memorando Google, Meta, X, TikTok, Telegram, Kwai e LinkedIn, além das empresas de inteligência artificial OpenAI, ElevenLabs e Anthropic.

Com o novo acordo, a Justiça Eleitoral amplia a atenção ao uso de inteligência artificial para criar vídeos, imagens e áudios manipulados. A iniciativa busca fortalecer a prevenção contra esse tipo de conteúdo durante a campanha e reduzir os riscos de que ele seja usado para influenciar eleitores ou atacar a confiabilidade das urnas eletrônicas.

Como o TSE monitora a IA nas eleições 2026

Os memorandos ampliam a atuação conjunta entre a Justiça Eleitoral e as empresas de tecnologia. Entre as prioridades estão a identificação de conteúdos produzidos ou alterados por inteligência artificial, como deepfakes de voz e imagem. A iniciativa também prevê ações para detectar comportamentos coordenados e outras formas de fraude digital durante a campanha.

Segundo o TSE, a parceria pretende acelerar a troca de informações entre a Corte e as plataformas para reduzir a circulação de conteúdos falsos que possam comprometer a legitimidade das eleições. As empresas também deverão colaborar no desenvolvimento de soluções capazes de acompanhar novas formas de manipulação digital.

Regras sobre inteligência artificial já estão em vigor

O acordo complementa as normas aprovadas pelo TSE em março deste ano para disciplinar o uso da inteligência artificial durante as eleições.

Entre as medidas, a Corte proibiu que sistemas de IA façam recomendações de candidatos aos eleitores, mesmo quando houver solicitação do usuário. O objetivo é impedir que algoritmos interfiram na livre escolha do voto.

O Tribunal também vetou publicações com montagens envolvendo candidatas em situações de nudez ou pornografia para combater a misoginia digital. Além disso, a Justiça poderá responsabilizar provedores de internet que deixarem de remover perfis falsos e conteúdos ilegais após determinação judicial.

Parceria amplia prevenção contra fraudes digitais

Além de reforçar o combate à desinformação, o acordo estabelece uma atuação coordenada para acompanhar novas formas de manipulação criadas com inteligência artificial durante a campanha. A medida prevê ampliar a capacidade de identificar novos padrões de fraude e acelerar a adoção de ações para limitar a disseminação de conteúdos manipulados.

Os brasileiros escolherão presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais em 4 de outubro de 2026. Até lá, o TSE e as empresas parceiras deverão colocar em prática as ações previstas no acordo para reforçar o monitoramento da IA nas eleições 2026 e reduzir o impacto de conteúdos manipulados durante a campanha.

Foto de Monique de Carvalho

Monique de Carvalho

Jornalista formada em Comunicação Social pela Fanor, com mais de 15 anos de experiência em marketing de conteúdo, produção digital, storytelling e comunicação de impacto. Já contribuiu para os portais Razões para Acreditar e Só Notícia Boa.

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