Após uma reviravolta que comoveu o país, o bebê Noah Gabriel da Cruz Santos recebeu alta e voltou para Rio Claro, no interior de São Paulo, onde foi recebido pela família com festa. A chegada encerra uma etapa que ganhou repercussão nacional em julho. O recém-nascido teve o óbito constatado após sofrer uma parada cardiorrespiratória, mas, cerca de duas horas depois, uma agente funerária percebeu que ele se movimentava e apresentava sinais de respiração.
Foi a atenção de Regina Célia Paschoal, funcionária da funerária, que mudou o rumo da história. Ela abriu o saco onde Noah estava e percebeu que o menino se mexia, tossia e tentava respirar. Outro agente acionou o hospital, que reavaliou o bebê e retomou imediatamente os cuidados intensivos.
Agora, semanas depois daquele episódio, o bebê Noah deixa a internação para começar uma nova rotina perto dos pais, no ambiente que a família esperava poder compartilhar com ele desde o nascimento.
Bebê Noah passou o primeiro mês de vida na UTI
Noah nasceu prematuro, com 35 semanas de gestação, em 15 de junho, e precisou ser internado na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal da Santa Casa de Rio Claro. Ele também nasceu com fenda palatina, uma abertura no céu da boca que exigia acompanhamento especializado.
No dia 15 de julho, quando completava um mês, o bebê sofreu uma parada cardiorrespiratória. Segundo a Santa Casa, a equipe tentou reanimá-lo durante cerca de 45 minutos antes de constatar o óbito.
A família chegou a iniciar os procedimentos funerários. Cerca de duas horas depois, porém, Regina percebeu os sinais vitais. Noah voltou para a UTI e, dois dias mais tarde, foi transferido para o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (HRAC-USP), o Centrinho, em Bauru.
Agente funerária percebeu que Noah ainda respirava
Regina contou que percebeu primeiro um movimento no invólucro onde o bebê estava. Ao abri-lo, viu Noah se mexer mais, tossir e emitir sons como quem tentava respirar.
A equipe médica foi chamada e reavaliou a criança. A Santa Casa posteriormente classificou o episódio como extraordinário e afirmou que os protocolos para constatação do óbito haviam sido seguidos.
Os pais também disseram que não consideravam ter ocorrido negligência. Para a família, o que aconteceu com Noah foi um milagre. A expressão, porém, representa a interpretação dos familiares e não uma conclusão médica sobre o episódio.
Alta leva Noah finalmente para perto da família
A alta do bebê Noah muda completamente o cenário vivido pela família nas últimas semanas. Depois de acompanhar o filho entre a UTI de Rio Claro e o atendimento especializado em Bauru, os pais agora podem tê-lo em casa.
O retorno não significa necessariamente o fim do acompanhamento médico. Noah nasceu com uma condição craniofacial que motivou sua transferência para uma unidade especializada da USP.
Mas uma espera importante chegou ao fim. Depois de ter a morte constatada, voltar a apresentar sinais vitais e passar semanas sob cuidados médicos, o bebê Noah pôde finalmente deixar o hospital e chegar em casa com a família.