O Brasil está substituindo gradualmente o antigo Registro Geral (RG) pela Carteira de Identidade Nacional (CIN). A mudança foi criada pelo Decreto nº 10.977, de 23 de fevereiro de 2022, que estabeleceu um padrão nacional para o documento e adotou o CPF como número único de identificação.
O modelo antigo do RG continua válido durante o período de transição e poderá ser usado até 28 de fevereiro de 2032. Já a CIN tem prazo próprio de validade, definido conforme a idade do titular: cinco anos para menores de 12 anos, dez anos entre 12 e 59 anos e prazo indeterminado a partir dos 60.
A emissão da nova identidade já está disponível em todo o país. O governo também definiu metas para acelerar a substituição dos documentos antigos e ampliar o número de brasileiros com a CIN.
O governo oferece gratuitamente a primeira via da CIN em papel, e o cidadão pode acessar a versão digital pelo aplicativo GOV.BR após emitir o documento físico.
O que é a nova Carteira de Identidade Nacional
A Carteira de Identidade Nacional é o novo padrão oficial de identificação civil no Brasil. A principal mudança é a adoção do CPF como número único válido em todo o território nacional.
No modelo antigo, uma mesma pessoa podia ter números diferentes de RG caso emitisse documentos em estados distintos. A CIN elimina essa duplicidade ao vincular a identidade ao CPF.
O documento também reúne mecanismos de segurança, como QR Code para verificação de autenticidade, além da versão digital disponível no GOV.BR.
Qual é a validade da CIN
A validade da nova identidade varia conforme a idade da pessoa no momento da emissão.
Para crianças com menos de 12 anos, o documento vale cinco anos. Dos 12 aos 59 anos, a CIN tem validade de dez anos.
A partir dos 60 anos, a validade é indeterminada. Mesmo assim, mudanças nos dados pessoais, correções de informações ou problemas de conservação podem exigir a atualização do documento.
Como trocar o RG e até quando o documento antigo vale
Quem ainda possui o RG antigo não precisa fazer a troca imediatamente. O documento continua válido até 28 de fevereiro de 2032.
Durante esse período, os dois modelos coexistem. O cidadão pode solicitar a CIN antes do fim do prazo, sem precisar esperar que o RG antigo deixe de ser aceito.
O governo recomenda antecipar a substituição para evitar aumento da procura pelos órgãos de identificação à medida que o fim da transição se aproxima.
Quantos brasileiros já emitiram a nova identidade
A substituição do RG pela CIN ocorre de forma gradual em todo o país. Em agosto de 2026, o Governo Federal informou que já havia emitido mais de 61 milhões de Carteiras de Identidade Nacional no país.
A estratégia federal prevê chegar a 130 milhões de CINs emitidas até dezembro de 2026, dentro do processo de consolidação do novo padrão de identificação.
A mudança faz parte da tentativa de unificar os registros civis e reduzir inconsistências causadas pela existência de diferentes números de RG para uma mesma pessoa. Até 2032, a CIN substituirá gradualmente o modelo antigo de RG em todo o país.
Como tirar a CIN
O órgão de identificação do estado ou do Distrito Federal emite a Carteira de Identidade Nacional para o cidadão.
Como cada estado organiza seus próprios postos, sistemas de agendamento e exigências operacionais, é importante consultar previamente o canal oficial do órgão responsável.
A primeira emissão da CIN em papel é gratuita. Depois da retirada do documento físico, a versão digital pode ser acessada pelo aplicativo GOV.BR.
O cidadão deve apresentar o CPF regularizado e os documentos exigidos pelo órgão local. Havendo necessidade de segunda via, pode haver cobrança conforme as regras definidas por cada estado.