O Global Passport Index 2026 confirmou, na terça-feira (30/06), que o passaporte brasileiro ocupa a segunda posição entre os mais fortes da América Latina. O documento também avançou uma colocação no ranking mundial, passando ao 49º lugar, impulsionado pela elevada mobilidade internacional.
A pesquisa atribuiu ao Brasil 82,4 pontos em uma escala de 100, resultado acima da média latino-americana em todas as dimensões avaliadas. Apenas o Chile ficou à frente na região, com 83,1 pontos.
Além da classificação, o levantamento mostra que o desempenho brasileiro está apoiado em dois pilares: mobilidade internacional e qualidade de vida. Esses fatores mantêm o país entre os melhores colocados do continente.
A evolução também revela que o desempenho do documento depende de fatores além da quantidade de países acessíveis sem visto. O índice reúne indicadores ligados à diplomacia, ambiente econômico e condições de vida.
Passaporte brasileiro lidera em mobilidade internacional
O principal diferencial do passaporte brasileiro foi a nota 90,7 no indicador de mobilidade, que colocou o país na 43ª posição global e garantiu a melhor marca da América Latina nesse critério.
Segundo a Global Citizen Solutions (GCS), a política de reciprocidade adotada pelo Brasil fortalece esse resultado. Entre os exemplos aparecem a retomada do e-Visa para cidadãos de Estados Unidos, Canadá, Austrália, México, França e Argentina, além da isenção recíproca de vistos com a China.
O relatório informa que a futura implementação do sistema ETIAS na Europa acrescentará novas etapas de autorização para brasileiros que pretendem visitar países participantes do bloco, embora isso não altere a posição alcançada nesta edição do índice.
Economia ainda reduz o avanço no ranking
Na dimensão dedicada a investimentos e oportunidades econômicas, o país recebeu 43,9 pontos, ocupando a 81ª posição mundial. Mesmo assim, permaneceu na segunda colocação da América Latina, atrás apenas da Guiana.
O estudo identifica bom desempenho brasileiro em inovação, enquanto indicadores ligados ao acesso a mercados, riqueza financeira, tributação da pessoa física e renda nacional bruta per capita ainda limitam uma colocação mais elevada na classificação geral.
Patricia Casaburi, CEO da Global Citizen Solutions, afirmou que a mobilidade alcançada pelo Brasil decorre da política de reciprocidade diplomática. Segundo ela, novos avanços dependerão principalmente de fatores econômicos.
Índice combina viagens, investimentos e qualidade de vida
O Global Passport Index 2026 chegou à quinta edição avaliando passaportes de 199 países. O levantamento considera três dimensões: mobilidade internacional, atratividade para investimentos e qualidade de vida.
Na avaliação de qualidade de vida, o passaporte brasileiro alcançou a 37ª posição mundial, com 75 pontos, desempenho que contribuiu para manter o documento entre os mais bem classificados da América Latina.
Ao reunir indicadores diplomáticos, econômicos e sociais em um único ranking, o estudo mostra que o valor internacional de um passaporte depende tanto da facilidade para viajar quanto das condições oferecidas pelo país de origem aos seus cidadãos.
