Brasil supera pré-pandemia com mais de 13 milhões dos jovens ocupados

Jovens ocupados chegam a 13,9 milhões no Brasil, superam o pré-pandemia e ampliam presença com carteira assinada.
Carteira assinada alcança 57,8% dos jovens ocupados e acompanha a recuperação do mercado de trabalho entre brasileiros de 14 a 24 anos.
Carteira assinada alcança 57,8% dos jovens ocupados e acompanha a recuperação do mercado de trabalho entre brasileiros de 14 a 24 anos. ( Foto: Márcio Alves)

O Brasil chegou a 13,9 milhões de jovens ocupados entre 14 e 24 anos no primeiro trimestre de 2026, segundo diagnóstico divulgado na quinta-feira (25/06) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado supera o patamar pré-pandemia e consolida a recuperação iniciada após 2021.

Desse total, 57,8% têm carteira assinada, percentual que coloca mais jovens em vínculos formais logo no início da vida profissional.

O levantamento reúne informações da PNAD Contínua, da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do eSocial. Ao todo, o Brasil tem 32,9 milhões de pessoas nessa faixa etária, distribuídas entre estudantes, trabalhadores e jovens fora da escola e do emprego.

Ao mesmo tempo, o estudo passa a observar como essa inserção profissional se mantém ao longo do tempo, considerando estabilidade, permanência nas vagas e conciliação entre trabalho e estudos

Carteira assinada garante mais proteção aos jovens

O vínculo formal assegura direitos trabalhistas, como férias remuneradas, 13º salário, contribuição previdenciária e proteção em caso de desligamento. Dessa forma, mais jovens iniciam a carreira com garantias previstas na legislação.

Ao mesmo tempo, a pesquisa mostra que a maioria dessa população concluiu pelo menos o ensino médio. Cerca de 73% dos jovens atingiram esse nível de escolaridade, enquanto 2,3 milhões frequentam o ensino superior e outros 944 mil já concluíram a graduação.

Os dados também mostram que 4,3 milhões conciliam estudo e trabalho. Além disso, 9,6 milhões se dedicam exclusivamente à atividade profissional, enquanto 12,8 milhões permanecem apenas na educação.

Entrada no mercado abre espaço para novos avanços

O diagnóstico identifica desafios relacionados à permanência nas vagas. Entre adolescentes trabalhadores, 52% permanecem menos de um ano no mesmo emprego, indicador que aponta elevada rotatividade no início da vida profissional.

Além disso, adolescentes ocupados trabalham, em média, 27,3 horas por semana, cerca de 7,3 horas acima do tempo considerado adequado para conciliar emprego e rotina escolar, segundo o levantamento.

A pesquisa também registra diferenças de remuneração na aprendizagem profissional. Meninos brancos recebem, em média, 8,4% a mais do que jovens pardos que exercem a mesma função.

Mesmo com esses pontos, o diagnóstico mostra que o principal obstáculo para a juventude deixou de ser apenas o acesso ao primeiro emprego. Com mais jovens ocupados e maior presença de vínculos formais, o avanço passa a depender da permanência nas vagas e da continuidade da formação educacional.

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