A pulseira inteligente tem ajudado idosos que vivem sozinhos a enfrentar ondas de calor ao monitorar sinais vitais e agilizar pedidos de ajuda em caso de emergência. A tecnologia já é utilizada em Roma, na Itália, onde acompanha a saúde dos participantes em tempo real durante períodos de temperaturas extremas.
A iniciativa atende cerca de 700 pessoas e prioriza idosos em situação de maior vulnerabilidade. O equipamento registra a frequência cardíaca, acompanha os padrões de sono e identifica quedas, mantendo a vigilância mesmo quando o usuário permanece sozinho em casa.
Quando o sistema identifica alterações ou o usuário aciona o botão de emergência, familiares, assistentes sociais e equipes de saúde recebem um alerta imediatamente. Assim, o atendimento pode começar com mais rapidez.
O serviço faz parte de uma iniciativa financiada pela União Europeia voltada ao cuidado da população idosa no período pós-pandemia. Além da pulseira, os participantes recebem acompanhamento remoto e contato frequente das equipes responsáveis.
Como funciona a pulseira inteligente para idosos
A pulseira inteligente para idosos acompanha diferentes indicadores ao longo do dia sem utilizar câmeras. O sistema coleta apenas informações relacionadas à saúde e ao movimento do usuário.
Os dados chegam às equipes responsáveis pelo atendimento remoto, que avaliam rapidamente a necessidade de fazer contato. Além disso, o dispositivo reúne um botão de emergência para solicitar ajuda imediatamente.
Segundo a Reuters, uma moradora de 85 anos utiliza a tecnologia diariamente desde que passou a integrar a iniciativa. Ela vive sozinha e recebe o acompanhamento remoto oferecido pelo serviço.
Calor extremo aumenta os riscos para a população idosa
O calor intenso eleva o risco de desidratação, queda de pressão e alterações na frequência cardíaca entre pessoas idosas, cujo organismo responde de forma diferente às temperaturas elevadas. Por isso, esse grupo exige acompanhamento mais frequente durante eventos climáticos extremos.
Nesse período, as informações enviadas pela pulseira permitem que as equipes identifiquem alterações nos sinais vitais com mais rapidez e decidam quando é necessário prestar assistência. Dessa forma, a tecnologia complementa o atendimento presencial.
Além disso, o serviço mantém ligações diárias realizadas por assistentes sociais. Durante as conversas, eles verificam o uso correto dos medicamentos, acompanham o estado de saúde e oferecem apoio emocional.
Tecnologia e cuidado humano atuam em conjunto
A prefeitura de Roma informou que pretende ampliar a adesão à iniciativa nos próximos meses. Embora o serviço seja gratuito, parte dos idosos demonstrou preocupação com o compartilhamento de informações de saúde, o que reduziu a participação inicial.
Os responsáveis esclarecem que o sistema coleta apenas dados básicos de saúde e movimento necessários para identificar possíveis emergências. Não há registro de imagens nem acompanhamento da rotina doméstica dos participantes.
As ligações diárias continuam mesmo quando a pulseira não emite alertas. Durante esses contatos, os assistentes sociais confirmam o uso dos medicamentos, acompanham o estado de saúde e conversam com os participantes, mantendo o atendimento mesmo na ausência de ocorrências registradas pelo sistema.
