Menina de 11 anos quebra recorde mundial e se torna a mais jovem Grande Mestre Feminina no xadrez

Aos 11 anos, Bodhana Sivanandan completa os requisitos para ser Grande Mestre Feminina e estabelece um novo recorde mundial no xadrez.
Menina no xadrez, Bodhana Sivanandan disputa partida diante de um tabuleiro durante competição.
Bodhana Sivanandan, de 11 anos, completou os requisitos para se tornar a mais jovem Grande Mestre Feminina da história do xadrez. (Foto: reprodução / Facebook)

Bodhana Sivanandan chegou à Olimpíada de Xadrez como a principal jogadora da Inglaterra e saiu de Samarcanda com um recorde mundial. Aos 11 anos, a menina completou os requisitos esportivos para ser Grande Mestre Feminina (WGM) no xadrez mais cedo do que qualquer outra pessoa na história.

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O feito veio acompanhado de outro avanço. As 11 partidas disputadas no Uzbequistão também renderam a Bodhana sua segunda norma para o título de Mestre Internacional (IM), categoria que não faz distinção entre homens e mulheres.

Ela terminou a competição com 8 pontos em 11 possíveis. Foram seis vitórias, quatro empates e apenas uma derrota, com performance equivalente a um rating de 2.432. Na última rodada, venceu a filipina Janelle Mae Frayna e ajudou a Inglaterra a superar as Filipinas por 2,5 a 1,5.

O recorde foi reconhecido pela Federação Internacional de Xadrez (FIDE) ainda durante a Olimpíada. A entidade informou que Bodhana havia alcançado sua terceira e última norma de WGM e, com isso, cumprido os requisitos esportivos necessários para o título.

O que Bodhana precisou fazer para alcançar o recorde

Os títulos internacionais do xadrez dependem de critérios técnicos. No caso de Bodhana, não bastava vencer uma partida ou terminar bem colocada em um único campeonato: ela precisava reunir as chamadas normas, obtidas ao atingir desempenhos específicos em competições reconhecidas.

Em Samarcanda veio a peça que faltava. A jovem conquistou a terceira norma de Grande Mestre Feminina e já havia ultrapassado o rating de 2.300 exigido para o título. Assim, completou aos 11 anos todas as exigências esportivas de WGM.

A formalização ainda passa pelos procedimentos da FIDE. Por isso, enquanto o recorde de idade pelo cumprimento dos requisitos já foi confirmado pela federação, a atualização oficial do título ocorre posteriormente.

menina se torna recordista no xadrez
Bodhana quebrou recordes neste final de semana e ganhou um título inédito. (Foto: The New York Times/Sam Bush)

Menina no xadrez assumiu a posição mais difícil da equipe inglesa

O resultado ganha outra dimensão pelo lugar ocupado por Bodhana na seleção. Ela disputou todas as 11 rodadas no tabuleiro 1, posição destinada à principal enxadrista de cada equipe e que normalmente coloca a jogadora diante das adversárias mais fortes dos outros países.

Na prática, a inglesa de 11 anos enfrentou durante o torneio adversárias com títulos como Mestre Internacional (IM), Grande Mestre Feminina (WGM) e Grande Mestre (GM). Entre elas estava a georgiana Nana Dzagnidze, GM com rating de 2.478, com quem Bodhana empatou na décima rodada.

Há apenas dois anos, o cenário era diferente. Bodhana estreou na Olimpíada de 2024, aos 9 anos, ocupando o quarto tabuleiro. Em 2026, a Inglaterra a colocou na primeira posição da equipe.

Recorde aos 11 anos é mais um na trajetória de Bodhana

A enxadrista britânica já vinha reduzindo marcas de idade antes da competição no Uzbequistão. Em agosto de 2025, tornou-se a Mestre Internacional Feminina (WIM) mais jovem da história, aos 10 anos e 156 dias, segundo o Guinness World Records.

O Guinness também reconhece Bodhana como a jogadora mais jovem a derrotar um Grande Mestre em uma competição oficial. Em 2026, ela ainda se tornou a campeã britânica feminina mais jovem da história.

Agora, a Olimpíada deixa a jovem diante de outro objetivo. Com duas normas de Mestre Internacional, Bodhana está a uma norma do número normalmente exigido para esse título, além de precisar cumprir os demais critérios da FIDE. O recorde de WGM, portanto, chega enquanto a menina de 11 anos já avança em direção a uma categoria ainda mais exigente no xadrez.

Foto de Monique de Carvalho

Monique de Carvalho

Jornalista formada em Comunicação Social pela Fanor, com mais de 15 anos de experiência em marketing de conteúdo, produção digital, storytelling e comunicação de impacto. Já contribuiu para os portais Razões para Acreditar e Só Notícia Boa.

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