Novo medicamento oral abre caminho para tratamento mais personalizado do câncer de mama

O tratamento oral para câncer de mama ganhou uma nova alternativa aprovada pela Anvisa para tumores com mutação ESR1. Entenda o que muda para as pacientes.
Novo tratamento oral para câncer de mama amplia alternativas para pacientes previamente tratadas.
O tratamento oral para câncer de mama integra nova geração de terapias direcionadas por características genéticas. (Foto: Canva)

O tratamento oral câncer de mama ganhou uma nova opção na segunda-feira (22/06), quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o Inluriyo® (tosilato de inlunestranto). A terapia é destinada a adultos com doença localmente avançada ou metastática previamente tratados com terapia endócrina.

Além disso, a indicação contempla tumores que não podem ser removidos por cirurgia ou que já se espalharam para outras partes do corpo. O medicamento foi desenvolvido pela Eli Lilly do Brasil Ltda. e recebeu autorização para uso em monoterapia.

A aprovação acrescenta uma alternativa terapêutica para pacientes que já passaram por uma etapa importante do tratamento e necessitam de novas opções ao longo da evolução da doença.

Com isso, o arsenal disponível para esse grupo passa a incluir mais uma terapia direcionada a características específicas identificadas durante o acompanhamento clínico.

Tratamento oral oferece nova forma de administração

Um dos diferenciais do Inluriyo está na administração por via oral. O tratamento é realizado por meio de comprimidos, sem necessidade de associação obrigatória com outros medicamentos dentro da indicação aprovada pela Anvisa.

A autorização como monoterapia também distingue o produto de estratégias que dependem da combinação de diferentes tratamentos para alcançar os resultados pretendidos.

Dessa forma, a nova opção amplia as possibilidades terapêuticas disponíveis para médicos e pacientes em uma etapa avançada da doença.

Mutação ESR1 define o perfil de pacientes elegíveis

A aprovação do novo tratamento para câncer de mama foi direcionada a tumores com uma característica genética específica conhecida como mutação ESR1. Esse marcador biológico é utilizado para identificar um grupo determinado de pacientes durante a avaliação clínica.

Além disso, a indicação exige que o câncer apresente receptor de estrogênio positivo (ER+) e receptor 2 do fator de crescimento epidérmico humano negativo (HER2-).

A combinação desses critérios permite selecionar os casos para os quais o medicamento foi avaliado e autorizado pelas autoridades regulatórias.

Câncer de mama concentra quase um terço dos casos femininos

O câncer de mama permanece como a neoplasia maligna mais frequente entre mulheres brasileiras. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a doença somou 73.610 casos estimados no país entre 2023 e 2025.

Esse volume corresponde a 30,1% dos diagnósticos de câncer na população feminina.

Nesse contexto, a aprovação desse tratamento oral para câncer de mama, assim como novas terapias melhora os recursos disponíveis para atender perfis específicos de pacientes e acompanha os avanços observados no tratamento da doença nos últimos anos.

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