Projeto cria verba exclusiva para combater a violência contra mulheres

Aprovada pela Câmara, proposta cria um sistema nacional e reserva parte dos recursos dos estados para ações de prevenção, proteção e atendimento. O texto segue para análise do Senado.
Proposta aprovada pela Câmara cria uma verba exclusiva para fortalecer o combate à violência contra mulheres, com recursos destinados à prevenção, proteção e atendimento.
O projeto prevê recursos específicos para ampliar a rede de proteção contra a violência contra mulheres, caso receba também a aprovação do Senado. (Foto: imagem gerada por IA)

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (07/06) um projeto que pode garantir recursos com destinação exclusiva para o combate à violência contra mulheres em todo o país. A proposta cria o Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres e segue agora para análise do Senado Federal.

Se virar lei, parte dos recursos do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) passará a financiar essas ações. O dinheiro será destinado a iniciativas de prevenção, proteção e atendimento às mulheres em situação de violência.

A iniciativa cria uma fonte permanente de financiamento para essas políticas públicas. Com isso, os estados deixam de depender apenas de repasses pontuais para manter essas ações. A medida também fortalece a rede de proteção às mulheres em todo o país.

A proposta recebeu 470 votos favoráveis e apenas um contrário, demonstrando amplo apoio entre os deputados.

Recursos terão destinação específica

Nos estados que aderirem ao Propag, pelo menos 10% dos investimentos do programa custearão o novo sistema, se o Senado aprovar a proposta e ela entrar em vigor. A regulamentação definirá os critérios de distribuição dos recursos.

Segundo a autora da proposta, a deputada Jack Rocha (PT-ES), a medida poderá representar cerca de R$ 1,5 bilhão por ano para políticas de proteção às mulheres. O valor é uma estimativa baseada nos recursos disponíveis do programa, já que parte das verbas do Propag possui outras destinações obrigatórias.

Os estados que não aderirem ao Propag deverão manter o financiamento do sistema com recursos que já destinam às políticas de proteção às mulheres. Dessa forma, a proposta busca ampliar a estrutura de enfrentamento à violência sem interromper as ações já existentes.

Como a verba pode fortalecer o combate à violência contra mulheres

Além de criar uma fonte específica de financiamento, o projeto integra União, estados, Distrito Federal e municípios para coordenar políticas públicas de prevenção e enfrentamento da violência de gênero. A intenção é fortalecer a atuação conjunta dos diferentes níveis de governo e ampliar a eficiência da rede de atendimento.

Os recursos poderão viabilizar o fortalecimento da rede de atendimento às mulheres em situação de violência, programas educativos para prevenir a violência de gênero, ações voltadas a homens e meninos, mecanismos de combate à violência digital e medidas para ampliar a proteção em situações de risco de feminicídio.

O projeto também exige que os estados apresentem planos de ação com metas, cronograma e estimativa de custos. Esses documentos deverão detalhar como os recursos serão aplicados e permitir o acompanhamento das ações previstas.

Depois de aprovar a proposta na Câmara, o Congresso encaminhou o texto ao Senado Federal para análise. Se os senadores também aprovarem a medida e o presidente da República a sancionar, os estados deverão elaborar planos de ação com metas, cronograma e estimativa de custos, aplicar os recursos e fortalecer os serviços de prevenção, acolhimento e atendimento às mulheres em situação de violência.

Foto de Monique de Carvalho

Monique de Carvalho

Jornalista formada em Comunicação Social pela Fanor, com mais de 15 anos de experiência em marketing de conteúdo, produção digital, storytelling e comunicação de impacto. Já contribuiu para os portais Razões para Acreditar e Só Notícia Boa.

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