Antes mesmo de receber os primeiros visitantes, o museu Yolanda e Edson Queiroz já começou um de seus trabalhos mais importantes: cuidar das histórias que serão apresentadas ao público. Fotografias, retratos, roupas e objetos pessoais ligados à família Queiroz estão passando por um processo de conservação na Universidade de Fortaleza (Unifor).
As peças devem integrar uma exposição dedicada à trajetória de Yolanda e Edson Queiroz no novo equipamento cultural de Fortaleza. Segundo a Unifor, a previsão mais recente é que o espaço seja inaugurado em novembro de 2026.
O cuidado realizado antes da abertura serve para preparar objetos que atravessaram décadas e preservar características importantes de cada peça. O acervo reúne registros pessoais que ajudam a reconstruir momentos da vida da família e sua relação com a educação, a cultura e a história cearense.
O museu faz parte do Complexo Cultural Yolanda e Edson Queiroz, projeto da Fundação Edson Queiroz construído ao lado da Unifor. Além do espaço de exposições, o empreendimento prevê teatro, áreas acadêmicas e ambientes voltados à convivência e à formação cultural.
Museu Yolanda e Edson Queiroz prepara acervo antes da abertura
Entre os materiais preservados estão fotografias, pinturas, vestuário e objetos pessoais. Parte desse patrimônio guarda registros da vida de Yolanda Queiroz e de sua família, incluindo álbuns, documentos, manuscritos, móveis e peças reunidas ao longo dos anos.
O trabalho também antecipa uma função permanente do novo museu. O prédio terá espaços destinados ao recebimento, higienização, guarda e restauro de obras, além das áreas reservadas às exposições.
Assim, a conservação feita agora não funciona apenas como uma preparação para a inauguração. Ela mostra, na prática, como o novo equipamento pretende reunir exposição e preservação de acervos no mesmo espaço.
Primeiras exposições já estão definidas
Quando abrir ao público, o museu deverá estrear com quatro grandes exposições. Uma delas será justamente dedicada à história e ao legado de Yolanda e Edson Queiroz.
A programação também prevê a Bienal de Arte da Fundação Edson Queiroz, com 160 obras de 40 artistas, e a exposição “Constelações da Arte no Brasil”, que reunirá mais de 200 trabalhos do acervo da Fundação. Outra mostra terá 135 obras de artistas cearenses e internacionais.
O prédio contará ainda com quatro pavimentos destinados às artes visuais e duas salas de restauro. Para quem visitar o museu Yolanda e Edson Queiroz, portanto, parte do trabalho que permitirá conhecer essas histórias terá começado meses antes, longe das salas de exposição e aos cuidados das equipes de conservação.