A Seleção Brasileira estreia no sábado (13/06) contra Marrocos, em uma Copa do Mundo que já movimenta expectativas dentro e fora de campo. Além de mobilizar milhões de torcedores, os jogos do Brasil devem impulsionar em 4,7% o consumo do varejo brasileiro, segundo projeção do BTG Pactual, criando oportunidades para supermercados, açougues, padarias, distribuidoras de bebidas e serviços de entrega.
O calendário da equipe comandada por Carlo Ancelotti inclui ainda confrontos contra Haiti e Escócia nos dias 19 e 24 de junho. As datas já influenciam decisões sobre estoques, escalas de trabalho e horários de funcionamento em diversos setores do comércio.
Os dias de partidas da Seleção não serão feriados nacionais nem pontos facultativos para trabalhadores da iniciativa privada. Empresas podem adotar medidas como flexibilização de horários, banco de horas ou trabalho remoto, mas a legislação não prevê dispensa automática durante os jogos.
Com 48 seleções, 104 partidas e duração de 39 dias, a Copa de 2026 terá o maior calendário da história do torneio. Para o comércio, o período representa mais ocasiões de consumo ligadas a encontros em casa e transmissões das partidas; para os trabalhadores, amplia a busca por informações sobre horários e acordos de jornada.
Jogos do Brasil: quando a Seleção entra em campo
A fase de grupos da Seleção será disputada integralmente nos Estados Unidos, mesmo com a Copa tendo Canadá e México como sedes adicionais.
Os compromissos confirmados são:
- 13 de junho: Brasil x Marrocos, às 19h, em Nova Jersey;
- 19 de junho: Brasil x Haiti, às 21h30, na Filadélfia;
- 24 de junho: Escócia x Brasil, às 19h, em Miami.
Caso avance ao mata-mata, o Brasil enfrentará seleções do Grupo F, formado por Holanda, Japão, Tunísia e Suécia. As datas e locais dependerão da posição final da equipe na chave.
Folga nos jogos do Brasil depende da decisão das empresas
Empresas que decidirem liberar funcionários podem recorrer a mecanismos já previstos na legislação trabalhista, como banco de horas, compensação de jornada e trabalho remoto.
Não existe obrigação legal para que empresas liberem funcionários durante os confrontos da Copa. A decisão permanece sob responsabilidade de cada empregador, conforme as necessidades operacionais.
Na prática, a definição tende a variar entre os setores. Negócios que esperam aumento no fluxo de consumidores durante os jogos podem optar por reforçar equipes, enquanto outras empresas podem adotar ajustes temporários na jornada para acomodar o interesse dos funcionários em acompanhar as partidas
Copa de 2026 cria oportunidades para o varejo
O maior aumento de consumo relacionado à Copa ocorre antes das partidas. Dados da Scanntech mostram crescimento de 6,7% no fluxo das lojas no dia anterior aos jogos. Nas duas horas que antecedem o apito inicial, as transações avançam 19,1%, enquanto durante os confrontos ocorre redução do movimento. Em grandes torneios, as compras pré-jogo podem superar 69% de crescimento.
O levantamento também identificou aumento de aproximadamente 24% no tíquete médio das categorias associadas ao evento. Carnes para churrasco, pipoca, amendoim, snacks e bebidas aparecem entre os produtos mais procurados.
Outro fator observado pelo banco envolve os hábitos de consumo doméstico. Cerca de 65% dos brasileiros pretendem assistir às partidas em casa, enquanto 43% dos jogos do torneio ocorrerão entre 19h e 23h, combinação que favorece encontros familiares e compras voltadas para alimentação compartilhada.
O novo formato da Copa amplia de forma inédita o número de dias com potencial de consumo associado ao torneio. Para pequenos comerciantes, isso significa mais oportunidades de vendas distribuídas ao longo de quase seis semanas, e não apenas nos dias em que a Seleção entra em campo.
