Brasil segue fora do Mapa da Fome e registra menor índice de insegurança alimentar

O Brasil registrou o menor índice histórico de insegurança alimentar severa e permaneceu fora do Mapa da Fome, segundo relatório divulgado pela ONU.
Para ficar fora do Mapa da Fome, o país precisa manter menos de 2,5% da população em situação de subalimentação.
O Brasil permaneceu fora do Mapa da Fome pelo segundo ano seguido e registrou o menor índice histórico de insegurança alimentar severa. (Foto: reprodução/Conafer)

O Brasil permaneceu fora do Mapa da Fome pelo segundo ano consecutivo e alcançou o menor índice de insegurança alimentar severa desde o início da série histórica da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). A taxa caiu para 0,6% da população, segundo o relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2026.

O levantamento aponta que 16,7 milhões de brasileiros deixaram a condição de insegurança alimentar severa no triênio de 2023 a 2025. O indicador reúne situações em que as pessoas enfrentam dificuldades graves para conseguir alimentos de forma regular.

A insegurança alimentar severa pode levar à redução da quantidade de alimentos consumidos, a períodos sem refeições e, nos casos mais graves, à privação de comida por falta de recursos.

Brasil permanece abaixo do limite do Mapa da Fome

A FAO considera que um país permanece fora do Mapa da Fome quando menos de 2,5% da população vive em situação de subalimentação. O indicador mede a parcela da população que consome, de forma habitual, menos calorias do que o necessário para manter uma vida ativa e saudável.

No triênio encerrado em 2025, o Brasil permaneceu abaixo desse limite, critério utilizado pela FAO para classificar os países que ficam fora do Mapa da Fome.

O país havia deixado o Mapa da Fome pela primeira vez em 2014. Depois, voltou a integrar a lista após o aumento da subalimentação identificado nos dados referentes ao período entre 2018 e 2020.

Além da permanência fora do Mapa da Fome, o relatório aponta uma redução da insegurança alimentar severa. O índice passou de 6,6% no triênio de 2021 a 2023 para 3,4% entre 2022 e 2024, chegando a 0,6% no período de 2023 a 2025.

Alimentação saudável ainda pesa no orçamento

O relatório também avaliou a capacidade da população de pagar por uma alimentação saudável. No Brasil, a parcela de pessoas sem condições financeiras de manter esse tipo de dieta caiu para 21,1% no triênio encerrado em 2025.

Segundo a FAO, o custo diário de uma alimentação saudável no Brasil foi estimado em US$ 4,89 por pessoa, considerando a Paridade do Poder de Compra. O valor ficou abaixo das médias da América do Sul (US$ 4,94) e da América Latina e do Caribe (US$ 4,91).

Embora o Brasil permaneça fora do Mapa da Fome, o relatório mostra que 21,1% da população ainda não consegue pagar por uma alimentação saudável. O indicador evidencia que a melhora na segurança alimentar convive com desafios relacionados ao acesso regular a uma dieta adequada.

Foto de Monique de Carvalho

Monique de Carvalho

Jornalista formada em Comunicação Social pela Fanor, com mais de 15 anos de experiência em marketing de conteúdo, produção digital, storytelling e comunicação de impacto. Já contribuiu para os portais Razões para Acreditar e Só Notícia Boa.

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