Brasil e Japão disputam fase inédita da Copa; entenda o que muda no mata-mata

Brasil e Japão fazem a estreia brasileira nos 16 avos de final. Saiba como funciona a nova fase da Copa do Mundo e o que mudou no torneio.
Jogadores das seleções do Brasil e do Japão aparecem frente a frente em um estádio iluminado, com a taça da Copa do Mundo ao centro e as bandeiras dos dois países ao fundo.
Brasil e Japão se enfrentam na fase eliminatória inédita da Copa do Mundo de 2026, em duelo que vale vaga nas oitavas de final. (Foto: Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial.)

A nova etapa da Copa do Mundo de 2026 começa neste fim de semana e, na segunda-feira (29/06), Brasil e Japão disputam uma vaga nas oitavas de final em uma fase inédita criada pela Federação Internacional de Futebol (FIFA). A partida será às 14h (horário de Brasília), no NRG Stadium, em Houston, nos Estados Unidos.

Pela primeira vez, o Mundial reúne 48 seleções e inclui uma rodada eliminatória antes das oitavas de final. Com isso, o caminho até o título passou a exigir um confronto extra no mata-mata.

A mudança também gerou uma dúvida inédita entre os torcedores. Afinal, a fase disputada por Brasil e Japão deve ser chamada de 16 avos de final, segunda fase ou “Round of 32”?

A novidade alterou a estrutura do mata-mata e introduziu uma nomenclatura que nunca havia sido utilizada em Copas do Mundo.

Por que a nova fase da Copa recebe dois nomes diferentes?

A dúvida surgiu porque a FIFA e a nomenclatura tradicional utilizam critérios distintos para identificar essa etapa da competição.

Em inglês, a entidade adota a expressão “Round of 32”, em referência às 32 seleções que disputam essa rodada. Pela classificação tradicional, a fase corresponde aos 16 avos de final, pois reúne 16 confrontos eliminatórios.

As duas denominações estão corretas e identificam a mesma etapa do torneio, criada após a ampliação da Copa do Mundo para 48 seleções.

Brasil x Japão reúne amplo retrospecto favorável à Seleção

O histórico do confronto favorece amplamente o Brasil. Em 14 partidas, a equipe brasileira conquistou 11 vitórias, empatou duas vezes e sofreu apenas uma derrota, além de marcar 37 gols e sofrer oito.

Nas Copas do Mundo, as seleções se enfrentaram apenas uma vez. Em 2006, na Alemanha, o Brasil venceu por 4 a 1 na fase de grupos, terminou na liderança da chave e avançou para as oitavas de final. A única vitória japonesa ocorreu em outubro de 2025, em amistoso disputado no Morumbis, em São Paulo, por 3 a 2.

O Japão chega embalado por uma de suas melhores campanhas recentes. A equipe somou 13 vitórias, dois empates e apenas uma derrota nas Eliminatórias Asiáticas. Em sua oitava participação consecutiva na Copa do Mundo, tenta alcançar as quartas de final pela primeira vez. Ayase Ueda, de 27 anos, lidera o ataque após terminar a temporada como artilheiro da Eredivisie.

Partida movimenta torcedores e mercado de ingressos

A expectativa para Brasil x Japão impulsionou a procura por ingressos para a partida em Houston. Pouco mais de 72 horas antes do jogo, entradas anunciadas em plataformas de revenda chegavam a US$ 20.565, cerca de R$ 106,4 mil. Os bilhetes mais baratos custavam US$ 1.546, aproximadamente R$ 8 mil, segundo levantamento da revista Placar.

Os valores refletem o interesse por um duelo entre duas seleções que vivem momentos positivos e costumam mobilizar torcedores dentro e fora dos estádios. De um lado está o maior campeão da história da Copa do Mundo. Do outro, uma equipe que consolidou seu crescimento no futebol internacional nas últimas décadas.

Além da vaga nas oitavas de final, a partida reúne dois países ligados por décadas de intercâmbio cultural e esportivo. Em Houston, milhares de brasileiros e japoneses devem transformar o NRG Stadium em um dos ambientes mais vibrantes desta nova etapa do Mundial.

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