Universidades brasileiras se destacam em ranking mundial focado em pesquisa científica

Universidades brasileiras aparecem no ranking internacional que avalia produção científica, citações e impacto da pesquisa em instituições do mundo.
Prédio de universidade brasileira representando instituições do país presentes em ranking mundial de pesquisa.
Universidades brasileiras aparecem entre as instituições classificadas no Ranking de Xangai, levantamento internacional que dá peso à produção e ao impacto da pesquisa científica. (Foto: reprodução / USP)

As universidades brasileiras voltaram a ocupar posições de destaque em uma das principais classificações internacionais voltadas à produção científica. A nova edição do Academic Ranking of World Universities (ARWU), conhecido como Ranking de Xangai, mantém instituições do país entre as mil selecionadas mundialmente.

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O principal resultado brasileiro continua com a Universidade de São Paulo (USP), que permanece como a instituição mais bem colocada da América Latina, segundo a edição divulgada neste sábado (15/08). Mas o desempenho nacional não se resume a ela: outras universidades públicas brasileiras também integram a classificação.

O peso dessa presença fica mais claro quando se observa o que o ranking mede. O ARWU avalia mais de 2,5 mil universidades e publica as mil mais bem classificadas, usando critérios fortemente ligados à pesquisa científica.

Entre os indicadores estão artigos publicados em revistas como Nature e Science, pesquisadores altamente citados, trabalhos indexados em bases científicas internacionais, desempenho acadêmico proporcional ao tamanho da instituição e vencedores do Nobel e da Medalha Fields ligados às universidades.

Universidades brasileiras aparecem em diferentes faixas do ranking

Na edição anterior, de 2025, a USP ocupava a faixa entre a 101ª e a 150ª posições mundiais. Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) apareciam entre a 401ª e a 500ª colocações.

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), por sua vez, estavam no grupo de 501º a 600º. Outras instituições brasileiras também apareciam entre as mil divulgadas pelo levantamento.

A presença de diferentes universidades brasileiras ajuda a mostrar que a projeção internacional da pesquisa produzida no país não fica restrita a uma única instituição ou estado.

Universidades brasileiras estão entre as mil do Ranking de Xangai 2026

A presença das universidades brasileiras na edição de 2026 mostra que instituições do país continuam conseguindo espaço em uma classificação na qual a pesquisa científica tem peso decisivo.

O ARWU não atribui uma posição individual exata a todas as mil instituições. Depois das primeiras colocadas, parte das universidades é agrupada em faixas, como 101ª a 150ª, 401ª a 500ª ou 501ª a 600ª.

Por isso, a leitura das posições brasileiras deve considerar essas faixas e não uma colocação específica dentro de cada grupo. Duas universidades que aparecem, por exemplo, entre a 401ª e a 500ª posição não podem ser ordenadas entre si apenas a partir da classificação publicada.

Ranking de 2026 olha principalmente para produção científica

A edição de 2026 mantém seis grandes indicadores para avaliar as universidades. Entre eles estão ex-alunos e integrantes das instituições que receberam prêmios Nobel ou Medalhas Fields, pesquisadores altamente citados e artigos publicados nas revistas Nature e Science.

Para o indicador de pesquisadores altamente citados, o ARWU 2026 utilizou a lista divulgada pela Clarivate em dezembro de 2025. Já o desempenho em Nature e Science considera artigos publicados entre 2021 e 2025.

Outro indicador contabiliza trabalhos publicados em 2025 e indexados no Science Citation Index Expanded e no Social Sciences Citation Index, ambos ligados à Web of Science. O ranking também calcula o desempenho acadêmico proporcional ao tamanho do corpo acadêmico da instituição.

Ranking dá peso maior à produção científica

O resultado, porém, precisa ser lido de acordo com a metodologia. O ARWU não pretende medir sozinho todos os aspectos que formam uma universidade.

Critérios como extensão universitária, inclusão, experiência dos alunos e impacto direto dos serviços prestados à comunidade, por exemplo, não têm o mesmo peso que produção científica e citações.

Isso explica também por que uma instituição pode ocupar posições diferentes em outros rankings internacionais: cada levantamento escolhe indicadores e pesos próprios.

Para as universidades brasileiras, a classificação funciona principalmente como uma referência da capacidade de produzir ciência com circulação e reconhecimento internacional. A posição de cada instituição deve, portanto, ser entendida dentro desse recorte — e não como uma nota absoluta sobre a qualidade de tudo o que ela oferece.

Foto de Monique de Carvalho

Monique de Carvalho

Jornalista formada em Comunicação Social pela Fanor, com mais de 15 anos de experiência em marketing de conteúdo, produção digital, storytelling e comunicação de impacto. Já contribuiu para os portais Razões para Acreditar e Só Notícia Boa.

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