Ceará repete liderança na Olimpíada de História pelo 4º ano seguido e conquista 26 medalhas em 2026

O Ceará conquistou 26 medalhas na ONHB de 2026 e voltou a registrar o maior total entre os estados após também liderar a edição de 2025.
Estudantes do IFCE participantes da Olimpíada Nacional em História do Brasil 2026.
Estudantes do IFCE que participaram da Olimpíada Nacional em História do Brasil; Ceará teve o maior número de medalhas entre os estados em 2026. ( Foto: IFCE Limoeiro do Norte/Reprodução)

O Ceará terminou a Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB) com o maior número de equipes medalhistas pelo quarto ano consecutivo. Foram 26 medalhas na final de 2026, realizada na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

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O resultado dá continuidade a uma sequência que começou em 2023. Naquele ano, o estado conquistou 18 medalhas. Depois vieram outras 19 em 2024 e 28 em 2025.

Em quatro finais consecutivas, as equipes cearenses somaram 91 medalhas nacionais. Em todas essas edições, o Ceará terminou com o maior número de medalhas entre os estados.

A comparação não representa um ranking oficial. A própria organização da olimpíada não estabelece classificação entre os finalistas nem diferencia primeiro e último colocado dentro de cada categoria de medalha.

Ceará soma 91 medalhas em quatro finais consecutivas da Olimpíada de Hitória

A sequência começou em 2023, quando o Ceará conquistou 18 das 75 medalhas de ouro, prata e bronze distribuídas na final nacional. No ano seguinte, o número subiu para 19.

Em 2025, as equipes cearenses alcançaram o maior resultado da série, com 28 medalhas. Pernambuco apareceu depois, com 14, enquanto a Bahia ficou com oito.

Neste ano, o Ceará permaneceu à frente na distribuição estadual, com 26 das 81 medalhas entregues na final. São Paulo teve 11 equipes medalhistas e a Bahia, 10.

O levantamento das quatro edições mostra uma continuidade que não aparece quando o resultado de 2026 é observado sozinho. Entre 2023 e 2026, o estado passou de 18 para 26 medalhas e permaneceu, em todos os anos, com o maior total estadual.

Gráfico mostra medalhas por estado na 18ª ONHB, com o Ceará somando 26 medalhas.
Gráfico da 18ª Olimpíada Nacional em História do Brasil mostra o Ceará na liderança em número de medalhas, com 26 conquistas: 9 bronzes, 10 pratas e 7 ouros. (Foto: ONHB)

Ouro no interior coloca estudantes dentro dos números

Entre as equipes cearenses premiadas está a Espingardas do Forró, do Instituto Federal do Ceará (IFCE), no campus de Limoeiro do Norte. Gustavo Cavalcante Lima, João Lucas Lima e Antonio Gustavo Mendes Silva conquistaram uma medalha de ouro sob orientação do professor Kelson Chaves.

O resultado não foi isolado dentro do campus. Limoeiro do Norte voltou da final com uma medalha de ouro, uma de prata e três de bronze, além de oito menções honrosas. O desempenho colocou estudantes do interior do estado entre os medalhistas da competição nacional.

Outra equipe do campus, a Flores 2.0, conquistou a prata. Já a Tr3s Espiãs Demais ficou com uma das medalhas de bronze. Os resultados ajudam a mostrar quem está por trás dos números acumulados pelo Ceará ao longo das últimas edições.

Para esses estudantes, a participação também significou disputar uma etapa nacional longe de casa e representar uma escola pública do interior do estado diante de equipes de diferentes regiões do país.

Olimpíada reuniu mais de 64 mil equipes em 2026

A 18ª edição da ONHB registrou 64.187 equipes inscritas, o maior número já alcançado pela competição. Cada grupo é formado por três estudantes e um professor orientador.

Depois das etapas realizadas ao longo do ano, 353 equipes chegaram à fase presencial na Unicamp, em Campinas. A prova final ocorreu em 29 de agosto, e a cerimônia de premiação foi realizada no dia seguinte.

A organização entregou 17 medalhas de ouro, 27 de prata e 37 de bronze, totalizando 81 equipes medalhistas. Os demais grupos presentes na final receberam medalhas de honra ao mérito.

A competição envolve estudantes do 8º e 9º anos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. Ao longo das etapas, eles trabalham com pesquisa, interpretação de documentos e questões relacionadas à História do Brasil e a outras áreas do conhecimento.

Grupo de professores e participantes reunidos na final da 18ª ONHB.
Professores e participantes da 18ª Olimpíada Nacional em História do Brasil durante a etapa final da competição, realizada em Campinas (SP) (Foto: arquivo pessoal)

Medalhistas podem usar resultado para disputar vaga na Unicamp

A participação na ONHB também pode produzir um desdobramento depois da competição. A olimpíada integra as modalidades consideradas no processo de Vagas Olímpicas da Unicamp.

Para a edição de 2026, estudantes medalhistas de ouro, prata e bronze que atendam às regras podem receber a documentação necessária para concorrer por essa modalidade de ingresso. A ONHB começará a enviar os certificados de habilitação a partir de outubro.

Assim, para parte dos estudantes que chegaram à final em Campinas, a medalha não encerra necessariamente a trajetória iniciada na competição.

No Ceará, esse caminho começa com um resultado coletivo pouco comum: 91 medalhas conquistadas em quatro finais consecutivas na olimpíada de História, período em que o estado manteve o maior número de equipes medalhistas do país.

Foto de Monique de Carvalho

Monique de Carvalho

Jornalista formada em Comunicação Social pela Fanor, com mais de 15 anos de experiência em marketing de conteúdo, produção digital, storytelling e comunicação de impacto. Já contribuiu para os portais Razões para Acreditar e Só Notícia Boa.

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