Dua Lipa inaugura biblioteca dedicada a obras que enfrentaram tentativas de censura

Dua Lipa inaugura uma biblioteca permanente em Portugal com 100 obras que enfrentaram censura e cria um novo espaço para leitura, debates e doações de livros.
Dua Lipa inaugura biblioteca dedicada a obras que enfrentaram censura e amplia o acesso à literatura em Portugal.
Dua Lipa inaugura biblioteca dedicada a obras que enfrentaram censura e transforma o Service95 Book Club em um espaço permanente na Livraria Lello, no Porto. (Foto: Service95)

A cantora Dua Lipa inaugurou, neste sábado (27/06), a Biblioteca Manifesto na Livraria Lello, no Porto, em Portugal. O novo espaço reúne cem obras que enfrentaram censura, proibições ou restrições de circulação em diferentes países e marca a primeira sede permanente do Service95 Book Club, projeto literário criado pela artista.

Apoio

A seleção foi organizada em eixos temáticos como liberdade de expressão, memória, identidade, poder e controle. Além da consulta aos livros, visitantes poderão participar de debates e doar exemplares para ampliar o acervo.

A abertura ocorreu durante o BABELL – City of Books, festival literário internacional realizado entre 25 e 29 de junho, que reúne escritores, leitores e atividades culturais em diferentes espaços da cidade portuguesa.

Entre os autores presentes estão Margaret Atwood, Salman Rushdie e Olga Tokarczuk. As obras escolhidas passaram por episódios de censura ou restrições de circulação em diferentes períodos e países.

Como funciona a biblioteca criada por Dua Lipa

A Biblioteca Manifesto permanece aberta ao público com um acervo inicial de cem títulos selecionados pela equipe do Service95. A curadoria distribuiu os livros em eixos temáticos dedicados à liberdade de expressão, identidade, memória, direitos, poder e controle.

Além de consultar as obras, os visitantes poderão contribuir com doações. Assim, a coleção poderá receber novos títulos que tenham sido proibidos ou alvo de outras formas de restrição em diferentes partes do mundo.

A inauguração também contou com uma conversa entre Salman Rushdie e Olga Tokarczuk, inspirada no formato do Service95. O encontro abriu a programação cultural da Biblioteca Manifesto.

Quais obras fazem parte da coleção

Segundo o Service95, a seleção inclui livros retirados de escolas, proibidos em determinados países ou submetidos a restrições por abordarem temas relacionados à raça, sexualidade, política, identidade e direitos da população LGBTQIA+.

Ao apresentar a iniciativa, Dua Lipa afirmou que o projeto busca manter essas obras acessíveis ao público e estimular discussões sobre os temas que motivaram sua censura em diferentes momentos históricos.

Inicialmente, a Biblioteca Manifesto reúne cem títulos, mas a participação dos visitantes permitirá ampliar a coleção por meio de doações. Com isso, novos livros poderão integrar o acervo permanente ao longo do tempo.

Foto de Monique de Carvalho

Monique de Carvalho

Jornalista formada em Comunicação Social pela Fanor, com mais de 15 anos de experiência em marketing de conteúdo, produção digital, storytelling e comunicação de impacto. Já contribuiu para os portais Razões para Acreditar e Só Notícia Boa.

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