O Dia Mundial do Rock, celebrado nesta segunda-feira (13/07), tem uma história pouco conhecida que vai além da música. Embora a comemoração tenha se popularizado principalmente no Brasil, ela ganhou força a partir da repercussão do Live Aid, festival beneficente realizado 1985 para arrecadar recursos destinados ao combate à fome na Etiópia.
Naquele dia, artistas de diferentes estilos participaram de apresentações simultâneas no estádio de Wembley, em Londres, e no JFK Stadium, na Filadélfia. O evento foi idealizado pelos músicos Bob Geldof e Midge Ure em resposta à grave crise alimentar enfrentada pelo país africano.
Queen, U2, David Bowie, Paul McCartney, Madonna, The Who e dezenas de outros artistas participaram do festival, que foi transmitido para diversos países. Segundo os organizadores, a iniciativa alcançou cerca de 1,5 bilhão de pessoas pela televisão e arrecadou milhões de dólares para ações de combate à fome.
Mais do que reunir alguns dos maiores nomes da música, o Live Aid chamou a atenção do mundo para a crise vivida na Etiópia e mostrou que grandes eventos culturais também poderiam mobilizar recursos para causas sociais.
Dia Mundial do Rock ganhou força no Brasil
Apesar do nome, o Dia Mundial do Rock não integra o calendário oficial da maior parte dos países. Após o Live Aid, parte do público associou o dia 13 de julho ao rock. No Brasil, emissoras especializadas, como a 89 FM, popularizaram a comemoração a partir da década de 1990.
Com o passar dos anos, ouvintes, músicos, produtores culturais e casas de shows incorporaram a data ao calendário brasileiro. Enquanto isso, países diretamente ligados ao festival, como Reino Unido e Estados Unidos, nunca adotaram oficialmente a celebração.
Um legado que ultrapassou os palcos
O Live Aid inspirou outros grandes concertos beneficentes realizados nas décadas seguintes e reforçou o papel da música como ferramenta para mobilizar pessoas em torno de desafios globais.
O festival também gerou debates sobre a distribuição das doações e os limites da ajuda internacional. Ainda assim, ampliou a visibilidade mundial da crise alimentar na Etiópia e incentivou novas iniciativas solidárias envolvendo artistas, organizações e o público.
Quatro décadas depois, o Dia Mundial do Rock continua sendo celebrado por milhões de brasileiros. Além de homenagear um dos gêneros musicais mais influentes do mundo, a data preserva a lembrança de um momento em que a música ajudou a colocar uma crise humanitária no centro da atenção internacional. É também uma oportunidade para recordar que a cultura pode mobilizar pessoas e inspirar ações de solidariedade muito além dos palcos.
