Novo teste para câncer de intestino no SUS dispensa dieta e preparo intestinal

Novo FIT usa uma única amostra de fezes, não exige dieta especial nem preparo intestinal e será referência para pessoas de 50 a 75 anos no SUS.
Teste para câncer de intestino no SUS terá coleta mais simples e será usado no rastreamento de pessoas de 50 a 75 anos sem sintomas.
Novo teste para câncer de intestino adotado pelo SUS usa uma única amostra de fezes e dispensa dieta especial e preparo intestinal. (Foto: imagem gerada por IA)

Fazer o teste para câncer de intestino pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ficará mais simples com a adoção do Teste Imunoquímico Fecal (FIT). O exame utiliza uma única amostra de fezes e não exige dieta especial nem preparo intestinal antes da coleta.

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O novo método será usado no rastreamento de homens e mulheres de 50 a 75 anos que não apresentam sintomas. O objetivo é procurar pequenas quantidades de sangue oculto nas fezes, invisíveis a olho nu, que podem estar relacionadas a pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer.

A mudança é especialmente prática porque o paciente recebe um kit e pode fazer a coleta em casa. Depois, a amostra segue para análise em laboratório. O FIT utiliza anticorpos específicos para identificar sangue humano, diferentemente de métodos mais antigos.

O Ministério da Saúde anunciou o novo protocolo em maio, com implementação prevista para o segundo semestre de 2026. A etapa operacional avança agora, nesta segunda-feira (10/08), com o procedimento previsto para começar a ser registrado nos sistemas do SUS a partir de setembro.

Teste para câncer de intestino dispensa preparo

Para quem participa do rastreamento, uma das principais diferenças está no que não será necessário fazer. O FIT dispensa preparo intestinal e restrições alimentares antes da coleta.

Também basta uma única amostra. Essas características tornam o procedimento menos invasivo e reduzem etapas que poderiam dificultar a participação no rastreamento.

Segundo o Ministério da Saúde, o teste apresenta sensibilidade de 85% a 92% para identificar possíveis alterações. Isso não significa, porém, que um resultado positivo seja um diagnóstico de câncer.

Resultado positivo precisa de investigação

Quando o FIT encontra sangue oculto, o paciente deve seguir para exames complementares. Entre eles está a colonoscopia, que permite visualizar o cólon e o reto e investigar a origem da alteração.

A colonoscopia também possibilita retirar pólipos durante o procedimento. Algumas dessas lesões podem evoluir para câncer, por isso identificá-las e removê-las faz parte da estratégia de prevenção e diagnóstico precoce.

O novo protocolo pretende alcançar uma população potencial de mais de 40 milhões de brasileiros entre 50 e 75 anos. O câncer colorretal está entre os tumores mais frequentes no país, e o INCA estima 53,8 mil novos casos por ano entre 2026 e 2028.

A entrada do FIT no rastreamento do SUS cria, assim, uma porta de entrada mais simples para procurar alterações antes do aparecimento de sintomas. A disponibilidade efetiva dependerá da organização da oferta pelos serviços de saúde à medida que o novo protocolo for implementado.

Foto de Monique de Carvalho

Monique de Carvalho

Jornalista formada em Comunicação Social pela Fanor, com mais de 15 anos de experiência em marketing de conteúdo, produção digital, storytelling e comunicação de impacto. Já contribuiu para os portais Razões para Acreditar e Só Notícia Boa.

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