Brasileiros começam a viajar com menos dinheiro em espécie graças ao Pix no exterior

Brasileiros já conseguem usar o Pix para pagar compras em oito países por meio de estabelecimentos parceiros. A novidade torna as viagens mais práticas e reduz a necessidade de carregar dinheiro em espécie.
Pix no exterior amplia as opções de pagamento para brasileiros durante viagens internacionais em estabelecimentos parceiros.
O Pix no exterior oferece uma nova alternativa para pagamentos em viagens, conforme a disponibilidade de estabelecimentos credenciados. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Viajar para o exterior ficou um pouco mais prático para quem já usa o Pix no dia a dia. Brasileiros agora podem fazer pagamentos em estabelecimentos parceiros de oito países por meio de soluções desenvolvidas por empresas que conectam o sistema brasileiro aos meios de pagamento locais. A aceitação, no entanto, depende da integração de cada estabelecimento à plataforma utilizada.

A novidade amplia as alternativas de pagamento durante viagens internacionais e reduz a necessidade de recorrer ao dinheiro em espécie em parte das despesas, como alimentação, transporte e compras. Ela não substitui cartões ou moeda local, mas passa a ser mais uma opção disponível para o viajante.

Como funciona o Pix no exterior

O Banco Central esclarece que ainda não existe um Pix Internacional oficial. O Pix continua sendo um sistema brasileiro. As operações no exterior são viabilizadas por empresas autorizadas, que recebem o pagamento em reais, realizam a conversão cambial e transferem o valor ao estabelecimento na moeda local.

Quando o comércio participa dessa rede, o cliente escaneia um QR Code com o aplicativo do banco brasileiro, visualiza o valor convertido para reais antes da confirmação e conclui a compra normalmente. O comerciante recebe o pagamento em sua moeda local.

Onde o Pix já pode ser usado

Segundo as empresas responsáveis pelas soluções de pagamento, o Pix no exterior já está disponível em estabelecimentos parceiros de oito países. O Banco Central cita operações em Chile, Argentina, Estados Unidos, Portugal e França, enquanto outras empresas ampliaram a rede para novos mercados por meio de acordos comerciais. A disponibilidade varia conforme a operadora e os estabelecimentos credenciados.

O Chile concentra hoje uma das operações mais avançadas. Brasileiros já podem usar a solução da PagBrasil em hotéis, restaurantes, locadoras de veículos, meios de transporte, centros de esqui e outros estabelecimentos comerciais parceiros. Na Argentina, uma parceria entre o Banco do Brasil e o Banco Patagonia permite realizar pagamentos em milhares de comércios credenciados.

Levantamento do Boa Notícia Brasil com base nas informações divulgadas pelas empresas que operam a tecnologia mostra que o serviço já está presente em oito países:

PaísExemplos de estabelecimentos
ChileHotéis, restaurantes, centros de esqui, transporte e comércio
ArgentinaHotéis, restaurantes e lojas
Estados UnidosComércios parceiros
PortugalComércios parceiros
FrançaComércios parceiros
EspanhaComércios parceiros
ItáliaComércios parceiros
MéxicoComércios parceiros

A disponibilidade varia conforme a empresa responsável pela integração e pelo estabelecimento participante.

Mais uma opção para quem viaja

A expansão do serviço oferece uma alternativa para pagar pequenas despesas durante a viagem usando a mesma conta bancária utilizada no Brasil. Como a aceitação depende da integração entre empresas parceiras e os estabelecimentos, nem todos os comércios dos países atendidos aceitam o sistema.

Para quem viaja aos destinos onde a tecnologia já está disponível, o Pix no exterior representa uma nova forma de pagamento que pode complementar o uso de cartões internacionais, dinheiro em espécie e outras soluções de câmbio, tornando algumas transações mais simples durante a viagem.

Foto de Monique de Carvalho

Monique de Carvalho

Jornalista formada em Comunicação Social pela Fanor, com mais de 15 anos de experiência em marketing de conteúdo, produção digital, storytelling e comunicação de impacto. Já contribuiu para os portais Razões para Acreditar e Só Notícia Boa.

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