Natação paralímpica do Brasil abre World Series com recorde mundial e 10 medalhas em Berlim

A natação paralímpica do Brasil começou a World Series Berlim 2026 com 10 medalhas e recorde mundial de Beatriz Flausino. O desempenho reforça a renovação da seleção brasileira, amplia o protagonismo feminino e indica força competitiva para o novo ciclo paralímpico.
Beatriz Flausino conquista recorde mundial pela natação paralímpica do Brasil na World Series Berlim 2026
Beatriz Flausino bateu o recorde mundial dos 100 metros peito SB14 na estreia da natação paralímpica do Brasil na World Series Berlim 2026. (Foto: Marcello Zambrana/CPB/Direitos Reservados)

A natação paralímpica do Brasil iniciou a World Series Berlim 2026 com um resultado que reposiciona a seleção brasileira entre os principais destaques da temporada internacional. A delegação encerrou o primeiro dia de disputas com 10 medalhas e um recorde mundial de Beatriz Flausino, sinalizando força coletiva e renovação para o novo ciclo paralímpico.

O principal impacto da estreia brasileira veio nos 100 metros peito da classe SB14, destinada a atletas com deficiência intelectual. A paulista Beatriz Flausino, de Osasco, registrou 1min11s52 nas eliminatórias e bateu o recorde mundial que pertencia à espanhola Michelle Morales desde os Jogos Paralímpicos de Tóquio.

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Campeã mundial em Singapura no ano passado, Beatriz amplia presença entre os principais nomes da classe SB14 e reforça um movimento que ganha espaço dentro da seleção brasileira paralímpica: atletas jovens assumindo protagonismo ao lado de nomes já consolidados da modalidade.

A quebra do recorde mundial logo na abertura da temporada internacional coloca a brasileira entre as principais referências técnicas da categoria neste início de ciclo paralímpico.

A World Series reúne alguns dos principais nadadores paralímpicos do mundo e funciona como um dos principais termômetros técnicos da temporada internacional. Resultados consistentes neste estágio do calendário costumam servir como parâmetro competitivo para o restante do ciclo.

Natação paralímpica do Brasil: Beatriz Flausino impulsiona estreia brasileira em Berlim

O desempenho brasileiro em Berlim não ficou concentrado em um único nome. O primeiro dia mostrou capacidade de disputar medalhas em diferentes classes e estilos, cenário que amplia a profundidade competitiva da equipe brasileira no circuito mundial paralímpico.

A presença feminina teve papel decisivo no resultado.

Além do recorde mundial de Beatriz Flausino, o Brasil conquistou medalhas com Alessandra Oliveira, Lídia Cruz e Mayara Petzold, ampliando o peso das brasileiras dentro da renovação da seleção paralímpica.

Beatriz terminou a final dos 100 metros peito com medalha de prata ao registrar 1min12s49. Alessandra Oliveira ficou com o bronze na mesma prova e ainda conquistou ouro na disputa júnior.

Nos 50 metros costas, Lídia Cruz garantiu prata na classe S4 após completar a prova em 51s83. Já Mayara Petzold fechou o dia com outra medalha de prata nos 50 metros borboleta.

World Series Berlim 2026 expõe profundidade da seleção brasileira

O impacto esportivo do resultado brasileiro aparece também na diversidade das conquistas. A delegação subiu ao pódio em provas de velocidade, peito, costas e borboleta, além de registrar medalhas em diferentes classes funcionais.

O resultado amplia o número de brasileiros competitivos em provas internacionais e reduz a dependência de poucos atletas para sustentar resultados em grandes eventos. Na prática, isso aumenta a capacidade do Brasil de manter desempenho constante ao longo do novo ciclo paralímpico.

No masculino, Gabriel Araújo, o Gabrielzinho, voltou a confirmar o protagonismo construído nos últimos ciclos paralímpicos. O mineiro conquistou ouro nos 100 metros livre e prata nos 50 metros borboleta.

Samuel Oliveira, o Samuka, também ganhou destaque ao conquistar dois ouros no mesmo dia. O brasileiro venceu os 50 metros borboleta e os 50 metros costas, resultado que amplia o nível competitivo interno da equipe brasileira.

O desempenho da natação paralímpica do Brasil em Berlim também reforça como o país deixou de depender de resultados isolados e passou a competir em alto nível de forma consistente em diferentes categorias da natação adaptada.

Formato multiclasses aumenta exigência técnica da competição

A World Series Berlim reúne disputas no formato multiclasses, modelo considerado um dos mais exigentes da natação adaptada. Nesse sistema, atletas com diferentes níveis de comprometimento funcional competem na mesma bateria, o que amplia a complexidade técnica e estratégica das provas.

O desempenho brasileiro chama atenção justamente pela regularidade em diferentes categorias dentro desse formato, considerado um dos principais parâmetros técnicos da modalidade no cenário internacional.

O recorde mundial de Beatriz Flausino sintetiza esse momento. A marca obtida em Berlim mostra que o Brasil inicia a temporada de 2026 com atletas capazes de disputar o topo mundial em diferentes classes.

Natação paralímpica do Brasil: Berlim indica força do país para o novo ciclo

A seleção brasileira paralímpica conta com 17 atletas na competição disputada na Alemanha. A World Series Berlim segue até sábado com novas provas envolvendo representantes do Brasil em diferentes categorias.

Mais do que o quadro de medalhas, a estreia brasileira deixou um sinal importante para o restante da temporada: o Brasil mantém força coletiva, amplia a renovação da equipe e segue revelando atletas capazes de sustentar o país entre os destaques do circuito mundial paralímpico.

Foto de Caroll Medeiros

Caroll Medeiros

Caroll Medeiros é jornalista formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Integra a equipe do Boa Notícia Brasil, contribuindo com reportagens pautadas por checagem rigorosa, ética profissional e compromisso com temas de interesse público.

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