Alan Rickman levava crianças doentes ao set de Harry Potter; história surge 10 anos após morte do ator

Gary Oldman revelou que Alan Rickman levava crianças de escolas e hospitais aos sets de Harry Potter. Ator também deixou legado em pesquisas de saúde.
Alan Rickman como Severo Snape nos filmes de Harry Potter.
Alan Rickman, o eterno Snape de Harry Potter, levava crianças de escolas e hospitais aos sets da saga, revelou Gary Oldman dez anos após a morte do ator. (Foto: reprodução / Rolling Stones)

Dez anos após a morte de Alan Rickman, uma história dos bastidores de Harry Potter revelou um lado do ator que poucas pessoas conheciam. Gary Oldman, que interpretou Sirius Black nos filmes, contou que o intérprete de Severo Snape costumava levar crianças de escolas e hospitais aos sets dos filmes para que elas conhecessem de perto o universo da saga.

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Segundo Oldman, Rickman não se limitava a receber os pequenos visitantes. Ele mostrava os cenários e possibilitava que as crianças acompanhassem as gravações e interagissem com os atores. Para o intérprete de Sirius Black, o colega sabia o quanto aquela experiência poderia significar para elas.

A lembrança foi compartilhada durante o Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF), no último dia 10/09, no Canadá e ganhou a imprensa mundial neste final de semana. Rickman morreu em 14 de janeiro de 2016, aos 69 anos, vítima de câncer de pâncreas.

Mas a relação entre Alan Rickman, Harry Potter e as crianças revela apenas uma parte desse lado solidário. Fora dos estúdios, o ator manteve durante anos uma ligação com uma instituição dedicada a melhorar o tratamento de pessoas com doenças e lesões que afetam o rosto.

Alan Rickman levou solidariedade para além de Harry Potter

Rickman foi um dos patronos fundadores da Saving Faces — The Facial Surgery Research Foundation, instituição britânica criada em 2000 para apoiar pesquisas sobre doenças, traumas e outras condições que atingem o rosto e a boca.

Em novembro de 2014, o ator participou da inauguração do National Facial, Oral and Oculoplastic Research Centre (NFORC). O evento ocorreu pouco mais de um ano antes da morte dele. O evento aconteceu em Londres. O centro desenvolve pesquisas para melhorar tratamentos utilizados por equipes de cirurgia facial, oral, de cabeça e pescoço.

Na ocasião, Rickman permaneceu no evento para acompanhar apresentações de cirurgiões, pesquisadores de células-tronco, psicólogos, geneticistas e outros especialistas envolvidos nos estudos. A Saving Faces recordou essa participação ao prestar homenagem ao ator depois da morte.

Legado de Alan Rickman ainda inspira projeto na área da saúde

A ligação não acabou com a morte do ator. A Saving Faces mantém uma campanha para criar a Alan Rickman Professorship of Facial Surgery, uma cátedra permanente destinada a liderar pesquisas do NFORC.

O projeto pretende garantir recursos de longo prazo para pesquisas sobre tratamentos de doenças, deformidades e lesões faciais. A própria instituição afirma que Rickman deixou uma contribuição financeira para ajudar a iniciar a iniciativa.

Assim, a história revelada por Oldman dez anos depois acrescenta uma peça a um comportamento que já aparecia longe das câmeras. As visitas de crianças aos sets de Harry Potter não ficaram apenas como uma boa lembrança dos bastidores: a atuação de Alan Rickman em causas sociais também deixou projetos que continuam ligados ao nome do ator.

Foto de Monique de Carvalho

Monique de Carvalho

Jornalista formada em Comunicação Social pela Fanor, com mais de 15 anos de experiência em marketing de conteúdo, produção digital, storytelling e comunicação de impacto. Já contribuiu para os portais Razões para Acreditar e Só Notícia Boa.

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