ONU apresenta orientações para ajudar famílias a proteger adolescentes nas redes

A ONU Mulheres e o Unicef lançaram um material gratuito com orientações para ajudar famílias a proteger adolescentes nas redes, reconhecer sinais de alerta e fortalecer o diálogo sobre conteúdos prejudiciais.
O guia reúne perguntas, sinais de alerta e orientações práticas para ajudar famílias a proteger adolescentes nas redes desde os primeiros indícios de influência de conteúdos prejudiciais.
Além de explicar como funcionam as recomendações das plataformas, o material mostra caminhos para proteger adolescentes nas redes por meio do diálogo e do pensamento crítico. (Foto: Bruno Peres/Agência Brasil) Fonte: A Redação - https://aredacao.com.br/onu-e-unicef-lancam-guia-para-orientar-pais-sobre-perigo-da-chamada-machosfera/

Proteger adolescentes nas redes sociais ficou mais desafiador à medida que conteúdos que incentivam a misoginia passaram a circular de forma cada vez mais discreta nas plataformas digitais. Para ajudar pais e responsáveis a reconhecer esses sinais antes que influenciem o comportamento dos jovens, a ONU Mulheres e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lançaram um guia gratuito, nesta quarta-feira (22/07) com orientações práticas.

O alerta ganhou força porque muitos adolescentes não chegam a esse tipo de conteúdo de forma direta. Segundo um levantamento da Revista AzMina e do Núcleo Jornalismo, citado pelas Nações Unidas, a exposição costuma começar por vídeos de motivação, autoestima e desenvolvimento pessoal. A partir dessas interações, os algoritmos das plataformas podem ampliar gradualmente as recomendações para conteúdos mais radicais.

Batizada de “No Mesmo Time: Guia de Conversa para Pais e Responsáveis”, a publicação explica como funciona a chamada machosfera, apresenta sinais de alerta, esclarece os principais termos usados nesses grupos e reúne estratégias para fortalecer o diálogo entre famílias e adolescentes.

Como proteger adolescentes nas redes antes que a influência aumente

O guia explica que a aproximação com a machosfera costuma acontecer de forma gradual e, muitas vezes, sem que famílias percebam as mudanças no início. Por isso, a publicação orienta pais e responsáveis a observar alterações na linguagem, no comportamento e nos conteúdos consumidos pelos adolescentes, criando oportunidades para conversar antes que esse tipo de influência se fortaleça.

Para ajudar as famílias a identificar esse processo, a publicação apresenta sinais de alerta relacionados a mudanças de comportamento e de linguagem. Também reúne perguntas adaptadas para diferentes faixas etárias, que incentivam o pensamento crítico sobre o conteúdo consumido nas redes sociais.

Entre as orientações práticas, o material explica os principais grupos e expressões ligados à machosfera, mostra como funcionam os algoritmos que impulsionam esse tipo de conteúdo, orienta como conversar com adolescentes sem julgamentos e traz recomendações específicas para apoiar meninas expostas a mensagens misóginas.

Diálogo e informação são as principais ferramentas de prevenção

Segundo a representante da ONU Mulheres no Brasil, Gallianne Palayret, o objetivo é mostrar que pais e responsáveis não precisam enfrentar esse desafio sozinhos. O guia incentiva conversas abertas para fortalecer valores como respeito, igualdade e convivência.

O representante do Unicef no Brasil, Joaquin Gonzalez-Aleman, ressalta que famílias, escolas e comunidades exercem papel importante durante a formação da identidade dos adolescentes. Oferecer referências positivas sobre masculinidade, segundo ele, ajuda a reduzir a influência de conteúdos que reforçam estereótipos e a intolerância de gênero.

Disponível gratuitamente nos canais oficiais da ONU Mulheres Brasil e do Unicef Brasil, a publicação oferece ferramentas para proteger adolescentes nas redes, identificar mudanças de comportamento e ampliar o diálogo sobre o uso das plataformas digitais antes que conteúdos nocivos se consolidem.

Foto de Monique de Carvalho

Monique de Carvalho

Jornalista formada em Comunicação Social pela Fanor, com mais de 15 anos de experiência em marketing de conteúdo, produção digital, storytelling e comunicação de impacto. Já contribuiu para os portais Razões para Acreditar e Só Notícia Boa.

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