Categoria Sustentabilidade

Baleia-jubarte é vista na Praia de Ipanema e encanta banhistas

Jubarte jovem é avistada em Ipanema, sinalizando início precoce da temporada de observação.

Participe do nosso canal no WhatsApp
Getting your Trinity Audio player ready...

Banhistas na Praia de Ipanema tiveram uma surpresa neste domingo (9): uma baleia-jubarte jovem foi vista nadando perto da costa, antecipando a temporada de observação desses majestosos mamíferos marinhos, que normalmente começa em junho.

Comportamento e migração

De acordo com Rafael Carvalho, biólogo da UERJ, as baleias-jubarte migram para águas mais quentes para reprodução e parto após se alimentarem em regiões geladas do sul do Atlântico. “Elas se alimentam ao sul e migram para o norte buscando as águas dos Abrolhos, na Bahia, para reprodução e parto”, explicou Carvalho. Destacando, assim, a importância de manter distância desses animais para não perturbar seu comportamento natural.

Apoio

 

Com a chegada das baleias-jubarte, o litoral fluminense se anima, não só pela beleza natural do espetáculo, mas também pelo impulso ao ecoturismo. Esse tipo de turismo, focado na observação responsável da vida selvagem, contribui para a economia local e para a conservação das espécies.

Ecoturismo e conservação

Os projetos de conservação, como o Projeto Baleia Jubarte e Amigos da Jubarte, trabalham em parceria com operadoras de turismo para garantir práticas seguras e educativas durante os passeios de avistamento. Thiago Ferrari, coordenador do Projeto Amigos da Jubarte, reforça: “Orientamos os profissionais para garantir uma interação segura, respeitando as diretrizes que protegem tanto as baleias quanto os turistas”. De acordo com o coordenador, a observação de turistas pode gerar 3 bilhões de dólares em todo o mundo por ano.

Iniciativas de monitoramento e pesquisa, fundamentais para o entendimento e a proteção das baleias-jubarte, também se beneficiam dessa época do ano. A observação desses animais ajuda a coletar dados valiosos que apoiam a conservação marinha e promovem a saúde dos ecossistemas oceânicos.

Os esforços de conservação, desde a proibição da caça às baleias em 1986 pela IWC, levaram a um aumento da população de jubartes. Essas iniciativas são essenciais para assegurar que as futuras gerações também possam desfrutar e aprender com esses incríveis encontros naturais.