A compra de medicamentos ganha um novo formato no Brasil com a autorização para instalação de farmácia dentro do supermercado, desde que respeite todas as exigências sanitárias. A medida foi oficializada nesta segunda-feira (23/03) e, na prática, permite adquirir remédios no mesmo local das compras do dia a dia, reduzindo deslocamentos.
Esse novo formato concentra serviços essenciais em um único espaço, o que pode facilitar o acesso principalmente em áreas com menor oferta de farmácias. Além disso, a medida tende a otimizar o tempo do consumidor, ao integrar diferentes necessidades em uma única visita.
farmácia dentro do supermercado exige estrutura separada
A autorização não altera os critérios técnicos. A farmácia dentro do supermercado precisa funcionar em um espaço físico exclusivo, delimitado e independente dos demais setores. Isso impede a exposição de medicamentos em gôndolas comuns ou áreas abertas.
Além disso, as exigências incluem controle de temperatura, armazenamento adequado e rastreabilidade dos produtos. Dessa forma, o modelo preserva os padrões já aplicados às farmácias tradicionais, garantindo segurança na dispensação, o que reforça a confiança no novo formato.
Presença obrigatória de farmacêutico garante orientação
Outro ponto central da lei é a obrigatoriedade de farmacêutico habilitado durante todo o horário de funcionamento da farmácia dentro do supermercado. Com isso, o consumidor recebe orientação adequada no momento da compra, inclusive para medicamentos que exigem controle específico.
A norma também define regras para a entrega desses produtos dentro do próprio estabelecimento, com embalagens lacradas e identificáveis quando necessário. Ao mesmo tempo, mantém o acompanhamento técnico como base do atendimento farmacêutico.
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Integração com digital amplia canais de acesso
A legislação também abre espaço para o uso de plataformas digitais e serviços de entrega, desde que todas as regras sanitárias sejam cumpridas. Com isso, a farmácia dentro do supermercado pode operar integrada a canais online, ampliando as formas de acesso aos medicamentos.
Esse modelo acompanha mudanças no comportamento de consumo, que já inclui compras digitais e logística mais ágil. Assim, o serviço se adapta a diferentes perfis de consumidor, sem alterar os critérios de controle.
A tendência é que a farmácia dentro do supermercado avance gradualmente nos próximos anos, ampliando a presença em diferentes regiões. Com regras mantidas e maior conveniência, o modelo pode facilitar o acesso a medicamentos e reorganizar a experiência de compra no país.