A automação no agronegócio ganha um novo capítulo com a história de Sam Rogers, jovem australiano criado em uma fazenda de Bowen, no norte de Queensland. Desde cedo, ele acompanhou o pai no manejo de 6.000 bovinos, tarefa exaustiva feita com cavalos e motocicletas. Por isso, ao observar o esforço diário para concluir o trabalho antes do pôr do sol, Rogers percebeu que a tecnologia poderia devolver tempo e segurança ao produtor rural.
A automação no agronegócio surgiu como resposta direta a essa realidade vivida no campo. Segundo a reportagem da Forbes Agro, a GrazeMate permite que o produtor abra um aplicativo, selecione o pasto e envie um drone para conduzir o rebanho. Assim, em vez de organizar equipes, motos ou helicópteros, o manejo acontece de forma autônoma, enquanto o usuário recebe uma notificação quando o gado atravessa a porteira.
Além disso, o sistema coleta dados estratégicos durante a operação. Enquanto o drone se desloca, ele estima a quantidade de pasto disponível, o peso do rebanho e as condições de estruturas críticas, como bebedouros. Dessa forma, a automação no agronegócio deixa de ser apenas operacional e passa a apoiar decisões de longo prazo.
Automação no agronegócio como resposta à escassez de mão de obra
A automação se mostra ainda mais relevante diante da escassez de mão de obra rural. A maioria das propriedades é familiar e trabalha com recursos humanos limitados. Por isso, a GrazeMate foi projetada para operar sem que o produtor precise pilotar o drone, bastando definir a tarefa no celular.
A GrazeMate se diferencia por operar de forma totalmente autônoma. O sistema toma decisões em tempo real com base no movimento do rebanho e reporta tudo o que identifica, ampliando a capacidade operacional sem aumentar custos.
Automação atrai investimentos globais
A automação no agronegócio desenvolvida pela startup atraiu a atenção do mercado. Em 2025, Rogers formalizou a empresa e assumiu como CEO. Em menos de um ano, a GrazeMate firmou compromissos para atuar em 687.965 hectares entre Queensland e Nova Gales do Sul, além de iniciar expansão para a Califórnia. O projeto recebeu um aporte pré-seed de 1,2 milhão de dólares australianos (R$ 4,35 milhões), liderado pela Y Combinator e com participação da NextGen Ventures.
Nos próximos anos, a automação no agronegócio tende a se acelerar com avanços em baterias, inteligência artificial embarcada e regulamentação. Nesse cenário, soluções como a GrazeMate levam ao campo a mesma alavancagem digital já vista nos escritórios, ampliando produtividade e sustentabilidade.
