O reajuste do piso dos professores em 2026 representa um avanço concreto na valorização da educação pública no Brasil. Após anos de perdas acumuladas, a nova regra cria um cenário mais estável para o magistério. Segundo informações do portal gov.br, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta quarta-feira (21/01), a Medida Provisória que redefine o cálculo do piso salarial nacional.
Com isso, o valor mínimo pago aos professores da educação básica passa de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63. O reajuste de 5,4% supera a inflação medida pelo INPC, que foi de 3,9% em 2025. Por isso, o ganho real chega a 1,5%, garantindo proteção ao poder de compra dos profissionais com jornada de 40 horas semanais.
Como funciona o reajuste do piso dos professores
O reajuste do piso dos professores passa a seguir critérios mais transparentes e previsíveis. A nova fórmula considera a inflação do ano anterior somada a 50% da média da variação real das receitas do Fundeb nos últimos cinco anos. Dessa forma, o percentual anual nunca poderá ficar abaixo da inflação.
Além disso, o Ministério da Educação esclarece que a medida adequa a Lei nº 11.738/2008 às mudanças introduzidas pela Emenda Constitucional nº 108, que instituiu o novo Fundeb. Nesse contexto, o piso deixa de sofrer oscilações bruscas e passa a refletir a capacidade real de financiamento da educação básica.
Valorização profissional e reflexos nas redes públicas
O reajuste do piso dos professores também fortalece a meta 17 do Plano Nacional de Educação, voltada à valorização do magistério. Ao mesmo tempo, os salários seguem sendo pagos por estados e municípios com recursos do Fundeb e complementações da União.
Durante a assinatura da medida, o presidente destacou o papel estratégico da educação.
“Valorizar o professor é investir diretamente no futuro do Brasil”, afirmou Lula, em declaração divulgada pelo governo federal.
Um passo estrutural para o futuro da educação
Mais do que um aumento pontual, o reajuste do piso dos professores consolida uma política permanente de valorização. Com isso, há mais previsibilidade orçamentária, maior segurança profissional e impacto direto na qualidade do ensino público. Nesse sentido, a medida conecta dignidade salarial, financiamento educacional e desenvolvimento social.
