Aos 75 anos, Phil Collins voltou a falar sobre um dos capítulos mais difíceis de sua vida. Depois de enfrentar um alcoolismo severo que quase lhe custou a vida, o cantor afirmou que a recuperação devolveu algo que acreditava ter perdido: a vontade de fazer música.
Em entrevista à revista MOJO, repercutida por veículos internacionais, o artista contou que chegou a consumir vinho logo pela manhã durante o período mais crítico da dependência. O quadro afetou sua saúde de forma grave e levou familiares e amigos a temerem pelo pior. Hoje, porém, ele diz estar sóbrio e olhando para o futuro com uma perspectiva diferente.
A recuperação devolveu o desejo de criar
Segundo Phil Collins, abandonar o álcool representou uma mudança profunda na forma como enxerga a vida e a carreira. O cantor afirma que a recuperação reacendeu o interesse por compor e produzir músicas, algo que havia desaparecido durante os anos de dependência.
Embora conviva com limitações físicas provocadas por problemas na coluna e cirurgias realizadas nos últimos anos, ele diz que voltou a sentir entusiasmo para criar. Por enquanto, não há confirmação de um retorno aos palcos, mas o artista reconhece que recuperar essa motivação já representa uma grande conquista.
A declaração marca uma mudança importante em relação aos últimos anos, quando Collins afirmava que as dificuldades de saúde haviam reduzido seu interesse pela música.
Uma trajetória que marcou gerações
Dono de uma das carreiras mais bem-sucedidas da música, Phil Collins conquistou fama mundial como baterista e vocalista do Genesis antes de consolidar uma trajetória solo repleta de sucessos. Ao longo de décadas, vendeu mais de 100 milhões de discos, venceu oito prêmios Grammy e recebeu um Oscar pela canção You’ll Be in My Heart, do filme Tarzan.
Canções como In the Air Tonight, Against All Odds e Another Day in Paradise continuam entre as mais conhecidas de seu repertório e atravessam gerações.
O alcoolismo continua sendo um dos maiores desafios de saúde pública
A experiência de Phil Collins reflete um problema que vai muito além da trajetória de artistas e celebridades. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica o uso nocivo de álcool como um importante fator de risco para doenças e mortes evitáveis em todo o mundo. Além de aumentar a probabilidade de desenvolver problemas cardiovasculares, doenças hepáticas e alguns tipos de câncer, o consumo excessivo também está associado a transtornos mentais, acidentes e dificuldades nas relações familiares e profissionais.
Mesmo convivendo com limitações físicas, o artista afirma que reencontrou a vontade de compor e criar. A recuperação pode significar não apenas superar a doença. Também pode representar a retomada de sonhos, talentos e projetos que pareciam ter ficado para trás. Segundo Collins, a recuperação vai além de superar a doença. Ela também permite resgatar sonhos, talentos e projetos que pareciam ter ficado para trás.
Por que retomar projetos de vida faz parte do tratamento
A recuperação da dependência alcoólica não se resume à interrupção do consumo de bebidas. Profissionais de saúde explicam que reconstruir vínculos, estabelecer novos objetivos e retomar atividades que proporcionam satisfação também fazem parte do processo terapêutico. Essas mudanças ajudam a fortalecer a autoestima, criar uma nova rotina e reduzir o risco de recaídas.
Nesse contexto, a música voltou a ocupar um espaço importante na vida de Phil Collins. Mesmo convivendo com limitações físicas, o artista afirma que reencontrou a vontade de compor e criar. Segundo Collins, a recuperação vai além de superar a doença. Ela também permite resgatar sonhos, talentos e projetos que pareciam ter ficado para trás.
Um relato que amplia o debate sobre o alcoolismo
Ao tornar pública sua experiência, Phil Collins também ajuda a dar visibilidade a um problema que atinge milhões de pessoas. A dependência alcoólica é reconhecida como um transtorno de saúde e pode ser tratada com acompanhamento médico, psicológico e apoio especializado.
Sem esconder o passado, o músico escolheu compartilhar o processo de recuperação e mostrar que é possível reconstruir projetos de vida mesmo depois de enfrentar momentos extremos. No caso dele, essa reconstrução passa pela música — uma paixão que voltou a fazer sentido após a sobriedade e que agora serve de motivação para escrever um novo capítulo de sua história.