Seis galerias brasileiras ocupam simultaneamente o setor Galleries da Art Basel 2026, em Basileia, na Suíça, resultado apresentado durante a feira realizada entre quinta-feira (18/06) e domingo (21/06). A marca representa a maior presença brasileira já registrada no núcleo principal do evento e amplia o contato do país com compradores, museus e instituições que influenciam o mercado global de arte.
Fortes D’Aloia & Gabriel, A Gentil Carioca, Almeida & Dale, Luisa Strina, Mendes Wood DM e Gomide&Co integram o grupo selecionado. A aprovação simultânea amplia o acesso das galerias brasileiras a colecionadores, fundações culturais e curadores envolvidos nas principais negociações do circuito internacional.
A conquista ocorre em um ambiente altamente seletivo. O setor Galleries recebe apenas galerias aprovadas por um comitê independente e concentra algumas das instituições mais influentes da arte contemporânea. Na prática, essa presença amplia as oportunidades para artistas brasileiros alcançarem novos mercados, exposições internacionais e acervos de museus fora do país.
O resultado acompanha uma fase de crescimento do mercado de arte brasileiro. Dados do Art Basel and UBS Art Market Report 2026 mostram que os galeristas nacionais registraram aumento de 21% nas vendas em 2025 em relação ao ano anterior. O mesmo levantamento indica que o Brasil apresentou o maior nível de confiança entre todas as regiões analisadas, com 83% dos galeristas prevendo expansão dos negócios em 2026.
Galerias brasileiras chegam ao espaço mais valorizado da feira
Criada em 1970, a Art Basel é considerada a principal plataforma de negócios, visibilidade e circulação da arte contemporânea internacional. A edição realizada na Suíça é vista pelo setor como a mais tradicional e influente entre todas as versões da feira.
Para as galerias brasileiras na Art Basel, a aprovação confirma a capacidade de competir em um ambiente que reúne algumas das instituições mais influentes do mercado global, responsáveis por parte relevante das aquisições, vendas e tendências que orientam o circuito internacional de arte.
A trajetória nacional na feira também inclui marcos históricos. A Luisa Strina tornou-se, em 1992, a primeira galeria latino-americana a participar da Art Basel, presença que ajudou a consolidar a arte brasileira internacional em um dos ambientes mais prestigiados do setor.
Arte brasileira internacional amplia presença além dos estandes
O protagonismo nacional não se limita ao setor Galleries. A Gentil Carioca e Gomide&Co também participam do Unlimited, área dedicada a instalações e obras de grande escala. Já Fortes D’Aloia & Gabriel e Luisa Strina integram o Parcours, programa de arte pública distribuído por diferentes pontos de Basileia.
A atuação em múltiplos setores permite apresentar pintura, escultura, instalação, fotografia, arte conceitual e projetos de grande formato para públicos distintos, ampliando a exposição da produção brasileira em diferentes frentes da programação.
Esse alcance aumenta as oportunidades de contato com curadores, museus, fundações culturais e colecionadores internacionais, criando novas possibilidades de circulação para artistas representados pelas galerias nacionais e fortalecendo a presença brasileira na Art Basel.
Mercado de arte brasileiro ganha reconhecimento global
As seis participantes apresentam um panorama amplo da produção artística ligada ao Brasil, reunindo desde nomes históricos da arte contemporânea até criadores de gerações mais recentes. Entre eles aparecem artistas associados a trajetórias reconhecidas internacionalmente, como Lygia Clark, Hélio Oiticica, Lygia Pape, Mira Schendel e Cildo Meireles.
A participação reúne artistas em setores dedicados a estandes comerciais, instalações monumentais e arte pública, combinação que amplia a exposição da produção brasileira diante de agentes que influenciam exposições, coleções e investimentos culturais em diferentes países.
Além do reconhecimento institucional, a presença recorde fortalece a exportação cultural brasileira, amplia a circulação internacional de obras e artistas e reforça a economia criativa como uma atividade capaz de gerar negócios, renda e projeção internacional para o país.
