Dispositivo tecnológico para paralisia é aprovado pela 1ª vez no mundo

Dispositivo tecnológico para paralisia recebe primeira aprovação comercial mundial e pode ajudar pacientes com lesão medular a recuperar movimentos das mãos.
exame cerebral utilizado no desenvolvimento de dispositivo tecnológico para paralisia baseado em interface cérebro-computador
Pesquisas em neurotecnologia analisam sinais cerebrais usados no desenvolvimento de dispositivo tecnológico para paralisia. (Foto: Freepik)

A busca por soluções capazes de devolver autonomia a pessoas com limitações motoras ganhou um novo avanço em nesta sexta-feira (13/03), quando a Administração Nacional de Produtos Médicos da China anunciou a aprovação do primeiro dispositivo tecnológico para paralisia autorizado para venda comercial no mundo. O sistema utiliza uma interface cérebro-computador para ajudar pacientes a recuperar movimentos das mãos.

Desenvolvido pela empresa Borui Kang Medical Technology, de Xangai, o sistema foi projetado para ajudar pessoas com tetraplegia causada por lesões na medula espinhal cervical. O objetivo é permitir que pacientes recuperem a capacidade de agarrar objetos com o auxílio de uma luva conectada ao dispositivo.

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Esse avanço sinaliza uma nova etapa da neurotecnologia aplicada à reabilitação motora.

Dispositivo tecnológico para paralisia abre caminho na reabilitação neurológica

O sistema funciona por meio de uma interface cérebro-computador, conhecida como BCI. Dessa forma, nesse tipo de tecnologia, eletrodos captam sinais cerebrais e os transformam em comandos capazes de acionar dispositivos externos.

No caso aprovado na China, o implante torna-se invasivo porque o procedimento insere eletrodos diretamente no cérebro. Ainda assim, o procedimento utiliza implantação extradural minimamente invasiva e comunicação sem fio.

Esse conjunto de soluções busca reduzir barreiras técnicas e ampliar o potencial de uso clínico da tecnologia.

Ensaios clínicos indicam melhora na função das mãos

Segundo o órgão regulador chinês, os testes clínicos mostraram melhora na capacidade de agarrar objetos entre os participantes que utilizaram o dispositivo tecnológico para paralisia.

Além da recuperação parcial do movimento, os resultados indicaram ganhos na qualidade de vida dos pacientes, que passaram a executar tarefas simples do cotidiano com maior independência.

O equipamento é destinado a pessoas entre 18 e 60 anos com um tipo específico de lesão na medula espinhal cervical. Assim, para participar do tratamento, o diagnóstico precisa ter pelo menos um ano e o quadro clínico deve permanecer estável por seis meses após o tratamento convencional.

Neurotecnologia ganha prioridade em políticas de inovação

A aprovação também reflete a estratégia da China de acelerar pesquisas em interfaces cérebro-computador. A Administração Nacional de Produtos Médicos informou que priorizou esses sistemas porque o governo classificou o setor como “indústria do futuro” no plano quinquenal divulgado recentemente.

O avanço do dispositivo tecnológico para paralisia ocorre em um cenário de disputa tecnológica internacional que envolve empresas de neurotecnologia dos Estados Unidos, como a Neuralink.

Além disso, especialistas da área afirmam que tecnologias desse tipo podem entrar em uso público mais amplo em três a cinco anos, à medida que os dispositivos amadurecem e novos estudos ampliam sua aplicação clínica.

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Dispositivo tecnológico para paralisia pode ampliar autonomia no futuro

A aprovação do dispositivo tecnológico para paralisia marca um passo importante na transformação da neurotecnologia em ferramenta médica concreta.

Com a evolução das interfaces cérebro-computador, pesquisadores buscam ampliar o alcance dessas soluções para diferentes tipos de paralisia e limitações motoras.

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Caroll Medeiros

Caroll Medeiros é jornalista formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Integra a equipe do Boa Notícia Brasil, contribuindo com reportagens pautadas por checagem rigorosa, ética profissional e compromisso com temas de interesse público.

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