|
Getting your Trinity Audio player ready... |
O Carnaval sustentável deixou de ser apenas um conceito distante e, gradualmente, passou a ganhar aplicação prática no barracão da Beija-Flor de Nilópolis. Nesse contexto, a escola adotou uma impressora 3D de grande porte na produção de alegorias e fantasias, fortalecendo práticas ligadas à sustentabilidade no Carnaval. Assim, o uso da tecnologia se conecta ao cotidiano do desfile e, ao mesmo tempo, oferece soluções objetivas para desafios antigos do processo produtivo.
Carnaval sustentável no barracão da Beija-Flor
Instalada na Cidade do Samba, a impressora 3D funciona dentro do espaço onde a escola desenvolve seus projetos para o Grupo Especial do Rio de Janeiro, integrando o Carnaval sustentável à rotina do barracão. Além disso, o equipamento foi financiado pelo presidente da agremiação, Almir Reis, enquanto a estrutura de fabricação digital foi desenvolvida pelo engenheiro mecânico Luiz Lolli. Com isso, a proposta busca transformar o barracão em um ambiente de experimentação tecnológica alinhado à chamada indústria 4.0.
Paralelamente, a produção passou a utilizar ABS, um material reciclável, leve e resistente, ampliando a lógica de produção sustentável no Carnaval. Segundo a própria escola, as máquinas operam com tolerâncias de décimos de milímetro. Dessa maneira, tornam-se capazes de reproduzir texturas, volumes e padrões com fidelidade ao projeto original, preservando, assim, o padrão estético exigido pelo Carnaval sustentável.
Tecnologia aplicada à produção do desfile
Ao mesmo tempo em que adota a impressão 3D, a Beija-Flor reorganiza etapas tradicionais do trabalho manual dentro de um modelo alinhado ao Carnaval sustentável. De acordo com Almir Reis, o novo processo reduz a necessidade de materiais como resina, isopor, papel carne seca e pintura em larga escala. Dessa forma, a tecnologia contribui para a redução de resíduos e, simultaneamente, reforça práticas sem alterar a identidade visual das alegorias.
Além disso, esse modelo contribui para otimizar o tempo das equipes envolvidas na produção do Carnaval sustentável. Com isso, ao contar com peças produzidas de forma mais rápida e padronizada, os profissionais conseguem se concentrar em etapas criativas e de montagem. Como resultado, a dinâmica do barracão passa a funcionar de maneira mais organizada ao longo da preparação do desfile.
Referência cultural
Nesse cenário, a experiência da Beija-Flor mostra que o Carnaval sustentável pode dialogar com inovação sem perder sua base cultural. Ao integrar engenharia e saberes tradicionais do samba, a escola indica caminhos possíveis para outras agremiações. Assim, o uso consciente de tecnologia passa a integrar o debate sobre o futuro da festa, equilibrando criação artística, eficiência produtiva e cuidado ambiental dentro do próprio Carnaval sustentável.
