Quem pensa em comprar um carro tem motivo para redobrar o cuidado. O golpe da falsa venda somou 174 mil ocorrências comunicadas aos bancos no primeiro semestre de 2025, alta de 314% em um ano, segundo levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), divulgado em 2026. A fraude usa anúncios, páginas e perfis falsos para convencer a vítima a pagar por algo que não existe.
O risco também aparece para quem entra em um consórcio. Boletos adulterados podem direcionar o dinheiro para contas de criminosos, enquanto links falsos e mensagens em nome de empresas tentam capturar dados pessoais e bancários. A Febraban cita consórcios entre os serviços pagos por boleto e recomenda conferir quem receberá o valor antes de concluir a operação.
Para ajudar o consumidor a identificar essas armadilhas, o Grupo New reuniu uma série de cuidados contra golpes online. As orientações valem para diferentes etapas da compra, desde o primeiro contato com um anúncio até o momento de fazer Pix, transferência ou pagamento de boleto.
A primeira recomendação é desconfiar da pressa. Mensagens que exigem pagamento imediato, links enviados por números desconhecidos e ofertas muito vantajosas devem levar o comprador a interromper a negociação e conferir as informações por outro canal.
Golpes na compra de carro podem começar antes do pagamento
Um carro anunciado muito abaixo dos valores encontrados no mercado merece atenção. A Febraban alerta justamente para ofertas com preços fora do padrão e vendedores que pressionam o consumidor a fechar rapidamente a compra.
O Grupo New recomenda ainda que o comprador não use o telefone indicado em uma mensagem suspeita para confirmar a negociação. O mais seguro é procurar o site e os canais oficiais da empresa de forma independente. Dados como CPF e data de nascimento também só devem ser fornecidos quando realmente necessários e em ambientes confiáveis.
Na compra de um veículo usado, a checagem não termina no vendedor. A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) oferece consulta ao histórico registrado no Renavam e permite verificar restrições administrativas, judiciais e financeiras que podem afetar a circulação ou a transferência do carro.
Vai entrar em consórcio? Confira a empresa e o boleto
Antes de entrar em um grupo, o Banco Central orienta o consumidor a verificar se a administradora está autorizada a funcionar, consultar reclamações e ler o contrato antes de fazer qualquer pagamento. O órgão também ressalta que não há garantia de contemplação imediata.
Na hora de pagar a parcela, o cuidado deve chegar ao boleto. A Febraban recomenda conferir nome e CPF ou CNPJ do beneficiário, além do valor e da data de vencimento. Se os dados apresentados pelo banco não corresponderem à empresa que deveria receber o pagamento, a operação não deve ser concluída.
O mesmo vale para Pix e transferências. O Grupo New orienta a não confiar apenas em comprovantes enviados por terceiros e a verificar a movimentação diretamente no aplicativo oficial do banco.
Antes de fechar a compra ou entrar em um consórcio, alguns minutos de conferência podem evitar um prejuízo difícil de recuperar. Verificar vendedor, empresa, veículo e destinatário do pagamento é o passo mais importante para interromper golpes na compra de carro antes que o dinheiro saia da conta.