O Brasil encerrou os Jogos Sul-Americanos de Santa Fé, na Argentina, com uma campanha perfeita na ginástica rítmica: entrou em oito disputas por medalha de ouro e venceu todas elas. A sequência incluiu provas individuais e de conjunto e terminou nesta segunda-feira (21/09).
O resultado foi construído por diferentes nomes. Maria Eduarda Alexandre conquistou o individual geral e depois venceu as finais do arco e da fita. Bárbara Domingos ficou com o ouro na bola, enquanto Geovanna Santos chegou ao topo do pódio nas maças.
O Brasil na ginástica rítmica ainda transformou quatro dessas finais individuais em dobradinhas. Geovanna foi prata no arco, Maria Eduarda terminou em segundo na bola e nas maças, e Bárbara ficou com a prata na fita. No individual geral, Geovanna também havia sido vice-campeã.
O conjunto completou a conta. As brasileiras venceram o geral e as duas finais por aparelhos — cinco bolas e série mista — garantindo três dos oito ouros conquistados pelo país na modalidade.
Brasil na ginástica rítmica teve títulos divididos entre diferentes atletas
Maria Eduarda Alexandre saiu de Santa Fé como o principal nome brasileiro no individual. Além do título geral, ela marcou 28,600 pontos para vencer o arco e fechou sua participação com 29,100 na fita.
Na bola, Bárbara Domingos recebeu 28,350 pontos e terminou à frente da própria Maria Eduarda. Já nas maças, Geovanna Santos venceu com 27,850, seguida novamente por Maria Eduarda.
A distribuição dos títulos fez com que as quatro provas individuais por aparelhos terminassem com uma brasileira no primeiro lugar e outra no segundo. Somado ao individual geral, o país acumulou cinco dobradinhas entre ouro e prata.
Conjunto brasileiro também venceu tudo o que disputou
Antes das finais individuais, o conjunto já havia garantido uma campanha sem derrotas. No geral, a equipe somou 57,000 pontos, resultado das séries de cinco bolas e de três arcos e dois pares de maças.
Depois, as brasileiras venceram também as duas finais específicas. Nas cinco bolas, marcaram 28,250 pontos, à frente de Venezuela e Colômbia. A vitória posterior na série mista completou os três ouros possíveis do conjunto.
A campanha acontece pouco mais de um mês depois de outro resultado histórico. No Mundial de Frankfurt, o Brasil conquistou os dois primeiros ouros de sua história nas finais por aparelhos do conjunto, além do bronze no geral. Esse terceiro lugar garantiu antecipadamente a vaga brasileira nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.
Assim, os oito ouros em Santa Fé não definem a classificação olímpica, que já estava assegurada. Eles acrescentam uma campanha continental perfeita ao ciclo do Brasil na ginástica rítmica antes de Los Angeles 2028.