Preço dos ovos cai, alivia bolso e deve continuar nos próximos meses

Após subir mais de 20% em março, o preço dos ovos começa a cair em abril e pode seguir mais baixo nos próximos meses. A queda reflete menor demanda após a quaresma e produção elevada, trazendo alívio ao consumidor e abrindo espaço para economia no dia a dia.
Preço dos ovos em queda no Brasil após alta, com caixa de ovos em destaque
Queda no preço dos ovos já aparece em várias regiões do país após alta recente. (Foto: Freepik)

O preço dos ovos começou a cair em abril, após subir mais de 20% em março, e já indica uma mudança que pode durar mais tempo. Para o consumidor, isso representa uma chance real de economizar em um dos alimentos mais presentes na mesa do brasileiro.

Nos principais mercados do país, a queda já chega perto de 9%, sinalizando uma virada após semanas de alta.

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Em resumo: mais oferta no mercado e menos demanda após a quaresma estão derrubando os preços.

Por que o preço dos ovos começou a cair agora

O preço dos ovos caiu principalmente por dois fatores: a redução da demanda após a quaresma e o aumento da produção no país. Com mais oferta disponível e menor ritmo de consumo, os preços começaram a recuar em várias regiões.

Durante a quaresma, o consumo de ovos costuma crescer, o que pressiona os preços para cima. Com o fim desse período, a procura diminui de forma natural.

Neste ano, porém, o recuo da demanda foi mais forte do que o esperado. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a procura ficou abaixo do registrado nos dois últimos anos, o que acelerou a queda nos preços.

Ao mesmo tempo, a produção segue elevada. Em 2025, o Brasil atingiu um volume recorde de 4,95 bilhões de dúzias de ovos, crescimento de 5,7% em relação ao ano anterior. Esse aumento amplia a oferta e intensifica o ajuste no mercado.

Onde os preços já caíram mais

As maiores quedas aparecem nos principais polos produtores do país.

Em São Paulo, a caixa com 30 ovos brancos ficou até 8,8% mais barata, enquanto os ovos vermelhos recuaram 7,5%. Já em Bastos (SP), referência nacional na produção, a redução chega perto de 10%.

Em Minas Gerais, o movimento segue o mesmo padrão. Os ovos brancos caíram cerca de 7%, e os vermelhos, mais de 8%.

Já em outras regiões, a queda ainda é mais moderada, em muitos casos abaixo de 1%, mas o movimento já indica uma tendência de acomodação em escala nacional.

Preço dos ovos deve continuar caindo?

A tendência, no curto prazo, é de continuidade da queda.

O Cepea avalia que, se a produção continuar acima da capacidade de consumo interno, os preços devem seguir pressionados nos próximos meses e podem continuar recuando ao longo do segundo semestre.

Por outro lado, a demanda ainda será decisiva. O consumo no Brasil é elevado, cerca de 288 ovos por habitante ao ano, mas pode não acompanhar o ritmo da produção.

Esse equilíbrio entre oferta e consumo será o principal fator para definir até onde os preços podem cair.

O que isso muda na prática para o consumidor

Para o consumidor, o cenário atual abre uma janela mais favorável de compra.

Com maior oferta e preços em queda, o ovo tende a se manter como uma das proteínas mais acessíveis no curto prazo. Isso ajuda a reduzir o impacto no orçamento e facilita o planejamento alimentar no dia a dia.

Na prática, o momento pode ser mais vantajoso para compra, especialmente em regiões onde as quedas já são mais expressivas.

Ao mesmo tempo, o comportamento do mercado exige atenção. Caso a demanda volte a crescer ou a produção diminua, os preços podem se estabilizar novamente.

Por enquanto, o movimento é claro: depois de uma alta expressiva, o preço dos ovos entra em um novo ciclo, mais acessível para quem compra.

Foto de Caroll Medeiros

Caroll Medeiros

Caroll Medeiros é jornalista formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Integra a equipe do Boa Notícia Brasil, contribuindo com reportagens pautadas por checagem rigorosa, ética profissional e compromisso com temas de interesse público.

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