Aos 96 anos, uma avó encarou uma viagem de cerca de 400 quilômetros por um motivo especial: assistir ao neto com síndrome de Down na tela do cinema. A história aconteceu no Rio Grande do Sul e foi revelada pelo G1 no último domingo (16/08).
A avó viaja 400 km para acompanhar uma conquista que, desta vez, podia ser vista na tela grande. O neto integra o elenco do filme brasileiro Colegas e o Herdeiro, que chegou aos cinemas em agosto.
Mais do que acompanhar uma estreia, ela conseguiu estar presente em um momento importante da trajetória do neto. A idade e a distância não impediram que a família transformasse a sessão de cinema em uma comemoração.
O longa estreou comercialmente no Brasil em 13 de agosto de 2026. Dirigido por Marcelo Galvão, o filme reúne atores com síndrome de Down e outros personagens ligados à neurodivergência.
Avó viaja 400 km para prestigiar conquista do neto
A longa distância percorrida chama atenção justamente pelo motivo da viagem. Aos 96 anos, a avó deixou sua rotina para chegar ao cinema e assistir ao trabalho do neto.
A história coloca o vínculo entre os dois no centro de uma conquista que vai além da participação em um filme. Para a família, havia a possibilidade concreta de ocupar uma poltrona e acompanhar na tela o resultado do trabalho realizado pelo ator.
A viagem também deu outra dimensão à estreia. O que poderia ser apenas uma sessão de cinema virou um encontro entre gerações diante de uma realização profissional do neto.
Filme coloca atores com deficiência no centro da história
Colegas e o Herdeiro é uma continuação de Colegas e volta a colocar personagens com síndrome de Down no centro da trama. A produção é da Gatacine, com coprodução da Globo Filmes e distribuição da H2O Films.
A história acompanha um grupo que parte em direção ao Uruguai depois que Stalone acredita ter herdado um hotel. O elenco inclui Ariel Goldenberg, Breno Viola, Rita Pokk, João Vitor de Paiva Bittencourt e outros atores.
A produção também reúne personagens e intérpretes com diferentes deficiências e condições do neurodesenvolvimento, dando a eles espaço dentro da própria narrativa, e não apenas em participações isoladas.
Para a avó de 96 anos, porém, toda essa história ganhou um significado muito particular. Depois de viajar 400 km, ela pôde fazer algo simples e concreto: sentar-se diante da tela e ver o neto ocupar seu espaço no cinema brasileiro.