Categoria Bem Estar

Acordo internacional pode acelerar saúde digital no SUS

A saúde digital no SUS avança com cooperação entre Brasil e Índia, durante visita de Lula a Nova Délhi, unindo inteligência artificial, produção local de medicamentos e inovação para ampliar acesso e modernizar o sistema público.

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A saúde digital no SUS (Sistema Único de Saúde) entrou na agenda bilateral entre Brasil e Índia durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Nova Délhi na quarta-feira (18/02). Na capital indiana, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, apresentou a autoridades locais um plano que combina inteligência artificial, integração de tecnologias digitais e fortalecimento da produção local de medicamentos.

A agenda envolve ,que envolve o bem-estar da população, também medicamentos oncológicos e remédios para doenças tropicais, com participação de instituições públicas e empresas dos dois países. Segundo Padilha, a parceria pode ampliar o acesso da população a tratamentos e estimular inovação. A negociação, contudo, não se limita à indústria farmacêutica. Ela avança sobre um ponto estrutural do sistema brasileiro.

Apoio

Atendimento público e a saúde digital no SUS

O intercâmbio prevê cooperação em saúde digital, com foco na organização dos serviços e na qualificação do cuidado. A proposta é usar ferramentas de IA na saúde pública para aprimorar gestão, reduzir filas e ampliar acesso a consultas e exames.

De acordo com o ministro, a troca de experiências pode colaborar com a modernização do Sistema Único de Saúde (SUS). Para além da tecnologia aplicada, o debate envolve governança, segurança de dados e padrões internacionais, tema que conecta a saúde à agenda global de inovação.

Produção local e acesso ampliado caminham juntos

Outro eixo da conversa foi a integração à Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo. A iniciativa busca ampliar a autonomia sanitária e reduzir dependências externas na fabricação de insumos estratégicos.

“Brasil e Índia têm sistemas públicos robustos, forte capacidade científica e papel estratégico no Sul Global. Nossa cooperação em saúde pode ampliar o acesso da população a medicamentos, fortalecer a produção local e impulsionar a inovação”, afirmou Padilha.

A fala aponta para um desenho que combina complexo industrial da saúde, pesquisa científica e acesso gratuito.

Biblioteca digital e medicina tradicional entram no radar técnico

As autoridades também discutiram a criação de uma biblioteca digital de medicina tradicional, reunindo evidências científicas, protocolos clínicos e registros históricos. A proposta dialoga com práticas integrativas e complementares já reconhecidas no sistema brasileiro.

Além disso, a visita ocorre durante a cúpula internacional sobre impacto da inteligência artificial, que reúne chefes de Estado e executivos para discutir governança global da tecnologia.

No horizonte, a saúde digital no SUS tende a ganhar densidade institucional ao se conectar com cadeias produtivas, inovação tecnológica e cooperação internacional. Se a parceria avançar, o país pode fortalecer sua capacidade científica e ampliar o acesso da população a tratamentos de alta complexidade, consolidando um modelo público que combina tecnologia, produção local e equidade como vetor de desenvolvimento social.