Categoria Cotidiano

Luta pelo fim do especismo ganha novo fôlego com avanço histórico no Brasil

A luta pelo fim do especismo ganha impulso no Brasil com a chegada da sexagem in ovo, tecnologia que promete eliminar a trituração de 84 milhões de pintinhos machos descartados vivos todos os anos na indústria de ovos.

Hoje, no Dia Mundial da Luta pelo Fim do Especismo, o debate ganha um marco importante. A tecnologia de sexagem in ovo promete acabar com a cruel prática da trituração de pintinhos vivos. Estima-se que 84 milhões de machos sejam descartados anualmente no Brasil, sem qualquer insensibilização.

A novidade foi adotada pela Raiar Orgânicos com a tecnologia alemã Cheggy. O processo atua como um scanner de ovos e identifica o sexo do embrião antes do nascimento. Assim, é possível interromper o desenvolvimento dos machos de forma precoce. Portanto, elimina-se a necessidade de triturá-los após o nascimento.

Conquistas na luta pelo fim do especismo

A chegada dessa inovação fortalece a luta pelo fim do especismo e não é um caso isolado. Desde 2022, a Animal Equality Brasil pressiona empresas a assumir compromissos contra o descarte de pintinhos machos.

Além disso, a organização já obteve conquistas relevantes. Entre elas, compromissos corporativos para eliminar o uso de gaiolas em galinhas poedeiras e restrições ao confinamento de porcas em celas de gestação. Ademais, investigações em abatedouros revelaram crueldades ocultas da indústria.

Atualmente, a ONG mobiliza apoio ao Projeto de Lei 783/2024, que propõe proibir a trituração de pintinhos no país. Até agora, mais de 208 mil pessoas já assinaram a petição. O projeto já avançou na Comissão de Meio Ambiente e precisa de mais aprovações para chegar à sanção presidencial.

No vídeo a seguir, saiba mais sobre o especismo:

Alternativas éticas e pressão por mudanças legais

A luta pelo fim do especismo também se apoia em avanços científicos. Tecnologias como órgãos-em-chip, organoides e simulações digitais já substituem testes em animais. Essas alternativas reduzem falhas, evitam sofrimento e oferecem resultados mais confiáveis.

Contudo, a tecnologia só terá impacto real se acompanhada de políticas públicas. Afinal, sem legislação clara, a indústria pode adotar medidas de forma lenta e desigual. Portanto, é essencial que o Congresso aprove leis que consolidem os avanços já conquistados.

Sociedade mobilizada contra o especismo

A luta pelo fim do especismo se conecta a movimentos globais que questionam a desigualdade no valor da vida animal. Por que cães e gatos são tratados com afeto, enquanto bilhões de outros sofrem em granjas e laboratórios? Essa é a reflexão central.

Organizações como a PETA e a Animal Ethics reforçam que o especismo é comparável a outras formas de discriminação. Afinal, ele nega dignidade a seres sencientes. Assim, campanhas internacionais estimulam mudanças de consumo e promovem alternativas livres de crueldade.

No Brasil, a sexagem in ovo mostra que avanços tecnológicos, aliados à mobilização social, podem gerar transformações concretas. Logo, ao apoiar leis de proteção e adotar hábitos responsáveis, cada pessoa contribui para um futuro em que a vida de todas as espécies seja respeitada.

Para mais informações e para apoiar campanhas, acesse Animal Equality Brasil.

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