Categoria Saúde

Injetável contra HIV chega ao Brasil e amplia prevenção

O Brasil recebeu o injetável contra HIV, aplicado a cada dois meses. Estudos mostram eficácia superior à PrEP oral, e o Ministério da Saúde avalia sua incorporação ao SUS para ampliar a prevenção.

O Brasil acaba de receber o injetável contra HIV, uma alternativa de longa duração para quem busca proteção eficaz contra o vírus. Conhecido como cabotegravir e comercializado sob o nome Apretude, o medicamento foi aprovado pela Anvisa em 2023 e agora começa a ser distribuído em farmácias privadas pela Oncoprod.

Ao contrário da profilaxia oral, que exige comprimidos diários, profissionais de saúde aplicam o injetável contra HIV a cada dois meses. Essa periodicidade aumenta a adesão, sobretudo entre pessoas que encontram dificuldade em manter a rotina de pílulas.

Injetável contra HIV e os estudos de eficácia

Estudos internacionais, como o HPTN 083 e o HPTN 084, mostraram que o cabotegravir injetável reduziu o risco de infecção em até 66% a mais em comparação com a PrEP oral. A Organização Mundial da Saúde já recomenda o uso do medicamento como opção estratégica de prevenção.

Segundo a farmacêutica GSK, responsável pelo produto, a adoção ampla do injetável contra HIV poderia evitar até 385 mil novos casos no Brasil em dez anos. Portanto, haveria também uma economia de R$ 14 bilhões em custos de tratamento, conforme as projeções apresentadas pela empresa.

Quem pode utilizar o injetável contra HIV

O paciente só inicia o tratamento após apresentar teste negativo para HIV e obter prescrição médica. Médicos recomendam o injetável contra HIV principalmente a populações vulneráveis, como homens que fazem sexo com homens, mulheres trans, profissionais do sexo e pessoas com múltiplos parceiros.

Contudo, até agosto de 2025, o cabotegravir ainda não integra o protocolo do SUS, que oferece apenas a PrEP oral desde 2017. Enquanto isso, o Ministério da Saúde avalia a incorporação do injetável contra HIV na rede pública, o que ampliaria seu alcance social.

PrEP pode transformar prevenção no Brasil

O país tem cerca de 960 mil pessoas vivendo com HIV, segundo dados do Ministério da Saúde. Nesse cenário, a chegada do injetável contra HIV representa um avanço relevante para a saúde pública.

Além de oferecer maior comodidade, o injetável contra HIV pode ampliar a proteção em grupos vulneráveis e reduzir a incidência de novas infecções. Portanto, especialistas veem na estratégia uma oportunidade de transformar a prevenção no país.

Visão geral da privacidade

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações dos cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.

Acesse nossa página Política de Privacidade para saber mais.