Categoria Cotidiano

Casas intergeracionais unem idosos e jovens contra solidão

Casas intergeracionais estão aproximando idosos e jovens no Brasil como forma de combater a solidão e reduzir custos com moradia. A iniciativa, já comum em países como Canadá e Alemanha, ainda não é política pública no Brasil, mas vem ganhando adeptos. A convivência entre gerações fortalece vínculos, promove aprendizado mútuo e melhora a qualidade de vida, especialmente na terceira idade.

As casas intergeracionais têm se mostrado uma alternativa prática e afetiva para enfrentar a solidão na terceira idade e os altos custos de aluguel. O modelo propõe que idosos e jovens compartilhem a mesma moradia, mesmo sem vínculo familiar. Essa convivência intergeracional traz benefícios para ambos os lados e já é uma realidade em países como Canadá, Estados Unidos e alguns da Europa.

No Brasil, apesar de não existir políticas públicas para idosos que formalizem essa proposta, ela já vem sendo adotada por pessoas em busca de novas formas de morar. A estudante Sarah Faria, de 19 anos, vive com duas senhoras em São Paulo e diz que o relacionamento é baseado em respeito e aprendizado. “Somos amigas, apesar da idade diferente”, comenta.

Casas intergeracionais fortalecem a convivência entre gerações

Especialistas em envelhecimento ativo apontam que o principal problema não é morar sozinho, mas enfrentar o isolamento social de idosos, o que aumenta os riscos de depressão e saúde frágil. Dados do IBGE mostram que dois em cada cinco idosos que moram sozinhos não têm uma rede de apoio.

Essa situação preocupa quem pesquisa o tema. A professora Yeda Duarte, da USP, afirma que há milhares de idosos sem a quem recorrer. Em contrapartida, projetos de moradia para idosos aliados a jovens de baixa renda podem gerar benefícios da convivência entre gerações, como apoio emocional, aprendizado mútuo e segurança.

Moradia intergeracional como solução colaborativa

A habitação colaborativa entre gerações está sendo vista como saída criativa em tempos de qualidade de vida na terceira idade e aumento do custo de vida. No Canadá, estudos mostram que boa parte dos estudantes apoiaria essa ideia. Ainda assim, muitos relatam dificuldades de adaptação, como falta de privacidade e liberdade.

No Brasil, iniciativas como a de Bruno Ferreira, que mora com idosos desde a adolescência, mostram como a amizade pode surgir em comunidades multigeracionais. Bruno afirma que a integração social de idosos fortaleceu sua rede de apoio. Hoje, ele valoriza mais o contato com diferentes faixas etárias.

Você moraria com alguém de outra geração? A troca pode ser mais rica do que parece.

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