A pergunta cafeína faz bem ou mal para a saúde é comum entre os brasileiros, já que a substância está presente em grande parte do nosso consumo diário. O Brasil é um dos maiores consumidores de café do mundo, com 5 kg por habitante ao ano, segundo a Embrapa. Mas a cafeína não está só no café: aparece também em chás, refrigerantes, chocolates e bebidas energéticas.
Benefícios da cafeína: mais energia e apoio à saúde
Consumida com moderação, a cafeína pode trazer benefícios. A nutricionista Maria Helena Silva afirma que ela estimula o sistema nervoso central, melhora a disposição e pode até auxiliar na circulação sanguínea. A substância também possui ação antioxidante, combatendo radicais livres, ligados ao envelhecimento e a doenças como câncer.
Para pessoas ativas, a cafeína ainda pode ajudar na oxigenação dos pulmões e na contração muscular, segundo Maria Helena. Estudos mostram também que seu consumo frequente pode reduzir o risco de diabetes tipo 2 e contribuir para a proteção do cérebro contra doenças como Alzheimer e Parkinson.
Mas afinal, faz bem ou mal?
A resposta depende da quantidade e da sensibilidade individual. Em excesso, a cafeína pode causar insônia, arritmia, aumento da pressão arterial e dificuldade na absorção de cálcio. A FDA recomenda o limite de até 400 mg por dia — cerca de quatro a cinco xícaras de café.
Pessoas com ansiedade, gastrite, hipertensão ou problemas no sono devem ter cuidado. Crianças, gestantes e lactantes também precisam seguir limites específicos. Ou seja, o segredo está no equilíbrio e no conhecimento do próprio corpo.