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Logo cedo, antes mesmo do almoço, uma engrenagem silenciosa já está em pleno funcionamento no norte de Florianópolis. Segundo reportagem da Exame, o Costão do Santinho movimenta diariamente cerca de 2 mil pessoas, consome quase 3 toneladas de alimentos por dia e opera como um verdadeiro resort sustentável no Brasil, onde lazer, eficiência e preservação ambiental precisam coexistir sem falhas.
O resort ganha novos contornos quando a operação deixa de ser apenas uma promessa verde e passa a envolver decisões concretas. No Costão, isso significa administrar 699 apartamentos, 11 piscinas, sete restaurantes e um território de 1 milhão de metros quadrados, dos quais mais de 750 mil são de Mata Atlântica preservada.
Além disso, desde 2019, o empreendimento passa por um retrofit gradual, que busca modernizar estruturas sem descaracterizar a arquitetura horizontal inspirada nas vilas açorianas. Esse equilíbrio, portanto, se tornou central para manter a competitividade sem abrir mão da identidade ambiental.
Como o resort sustentável no Brasil reduz desperdícios
A sustentabilidade do resort sustentável no Brasil aparece com força na cozinha. Para isso, o Costão criou uma Central de Produção e Distribuição de Alimentos (CPDA), responsável por higienizar, pré-preparar e distribuir refeições para todos os restaurantes.
“Não faz sentido falar em preservação e jogar comida fora”, afirma Daniela Rocco, diretora comercial e de marketing do Costão.
Segundo ela, apenas a área de alimentos movimenta cerca de 85 toneladas por mês. Ainda assim, em 2025, o resort reduziu seus custos em cerca de 45% em relação a 2024, mesmo com a alta dos insumos, e elevou o NPS dos restaurantes.
O resort sustentável no Brasil como uma pequena cidade
O funcionamento diário do resort sustentável no Brasil exige uma lógica próxima à de um município. Cerca de 1.420 funcionários mantêm quartos, trilhas, piscinas, áreas comuns e uma programação contínua de lazer, que vai de atividades infantis a eventos corporativos para até 6 mil pessoas.
Além disso, o perfil do hóspede influencia diretamente a operação. No último verão, argentinos representaram 40% do público, enquanto neste ano caíram para 28%, com crescimento dos chilenos após novos voos. Essa mudança exige adaptação em comunicação, atendimento e idiomas da equipe.
Desafios e futuro do Costão do Santinho
Manter o resort sustentável no Brasil relevante passa por modernizar sem perder essência, operar com eficiência em larga escala e reduzir a dependência de mercados específicos. O retrofit segue como prioridade, enquanto o grupo também expande sua atuação.
Recentemente, Fernando Marcondes anunciou um investimento de R$ 180 milhões no Costão Estaleirinho, em Balneário Camboriú, reforçando uma estratégia que vai além do Santinho. Assim, após um 2025 histórico em receita e satisfação, o desafio agora é transformar esse pico em padrão e consolidar o Costão como um clássico do turismo brasileiro sustentável.
