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A regularização de imigrantes na Espanha ganhou destaque internacional após o anúncio de uma medida inédita que pode transformar a vida de cerca de 500 mil pessoas. Segundo o G1, o plano busca ampliar a integração social, fortalecer a economia e garantir direitos básicos a estrangeiros que já vivem no país.
A regularização contempla pessoas que chegaram ao país antes de 31 de dezembro de 2025, vivem no território há menos de cinco meses e não possuem antecedentes criminais. Além disso, o governo definiu que os pedidos poderão ser feitos entre abril e 30 de junho. Com a documentação regular, os imigrantes poderão trabalhar em qualquer setor e em qualquer região do país.
Regularização e impacto na economia
A regularização de imigrantes na Espanha também responde a desafios demográficos. Dados oficiais indicam que o número de nascimentos caiu 25,6% desde 2014. Por isso, a entrada e permanência legal de trabalhadores estrangeiros ajuda a manter o mercado ativo e os sistemas sociais equilibrados.
Segundo informações oficiais, 80% do crescimento econômico registrado nos últimos seis anos está ligado à migração. Além disso, 10% das receitas da seguridade social vêm do trabalho de imigrantes. O Instituto Nacional de Estatística informou que o desemprego ficou abaixo de 10% no quarto trimestre de 2025, com forte participação de trabalhadores estrangeiros nas novas contratações.
A ministra das Migrações, Elma Saiz, destacou o caráter humanitário da iniciativa.
“Hoje é um dia histórico para o nosso país. Estamos reforçando um modelo migratório baseado nos direitos humanos, na integração e compatível com o crescimento econômico e com a coesão social”, afirmou.
Regularização de imigrantes na Espanha e contexto social
Atualmente, a Espanha tem 49,4 milhões de habitantes. Desse total, 7,1 milhões são estrangeiros. Em 1º de janeiro de 2025, cerca de 840 mil pessoas viviam em situação irregular, a maioria originária da América Latina, segundo o centro de estudos Funcas.
A regularização de imigrantes na Espanha surge como resposta prática a esse cenário. A medida facilita o acesso ao trabalho formal, reduz a vulnerabilidade social e fortalece a integração. A última ação semelhante ocorreu em 2005 e trouxe efeitos positivos para a economia e para a coesão social.
A regularização, portanto, representa um passo relevante para unir desenvolvimento econômico e inclusão social.
