Categoria Sustentabilidade

Símbolo do RN e do Brasil: o maior cajueiro do mundo entra para o sistema de conservação

O maior cajueiro do mundo, em Parnamirim (RN), virou unidade de conservação estadual em dezembro de 2025. A medida garante proteção integral, incentiva o turismo sustentável e fortalece a preservação ambiental.

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O maior cajueiro do mundo não é apenas uma árvore impressionante, mas um símbolo vivo do Rio Grande do Norte. Localizado na Praia de Pirangi do Norte, em Parnamirim, o monumento natural foi oficialmente transformado em unidade de conservação estadual em dezembro de 2025, durante as celebrações de seus 137 anos, reforçando sua relevância ambiental, histórica e econômica.

O Cajueiro de Pirangi passou a integrar a categoria de Monumento Natural Cajueiro de Pirangi (MONA Caju), classificada como Unidade de Conservação de Proteção Integral. Assim, a área passa a contar com regras mais rígidas de uso e manejo, garantindo preservação definitiva contra intervenções inadequadas. Além disso, o novo status fortalece a conservação da biodiversidade local.

Apoio

O maior cajueiro do mundo teve sua criação como unidade de conservação oficializada pelo Decreto Estadual nº 35.203, assinado em (19/12). Anteriormente, em novembro de 2025, a Lei nº 12.503 já havia reconhecido o local como patrimônio natural, paisagístico e cultural do Rio Grande do Norte. Portanto, a proteção atual consolida um processo legal iniciado ainda em 2025.

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SNUC e a ciência

Com o novo enquadramento, o o maior cajueiro do mundo passou a integrar o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC). Dessa forma, o monumento ganha respaldo jurídico nacional, ampliando ações de pesquisa científica, educação ambiental e proteção de espécies animais ameaçadas que habitam a área. Pesquisas recentes indicam que seu crescimento extraordinário não está ligado a anomalias genéticas nem ao solo, mantendo o fenômeno como um mistério científico.

O maior cajueiro do mundo permanece aberto à visitação diária, das 7h30 às 17h00, com ingressos de R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). O espaço ocupa cerca de 9.000 m² e recebe, em média, 300 mil visitantes por ano, número que chegou a aproximadamente 350 mil em 2024. Durante a safra, entre novembro e janeiro, os visitantes podem acompanhar a colheita do caju diretamente do pé e degustar suco da fruta como cortesia.