Em 2026, a tradicional lista das 7 Maravilhas do Mundo ganhou um novo nome. Na terça-feira (20/01), a revista Condé Nast Traveller incluiu Matera, no sul da Itália, entre os destinos escolhidos para o ano. Localizada na região da Basilicata, a cidade reúne assentamentos que remontam ao Paleolítico, há mais de 10 mil anos.
Considerada uma das cidades mais antigas ainda habitadas, Matera construiu sua identidade nas formações rochosas conhecidas como Sassi de Matera. Escavadas na pedra, as cavernas serviram de moradia até a década de 1950, quando parte da população vivia sem saneamento básico, água encanada ou energia elétrica.
7 Maravilhas do Mundo e o peso da história viva
A escolha entre as 7 Maravilhas do Mundo, segundo a Condé Nast Traveller, levou em conta a permanência histórica da cidade e sua arquitetura singular. Diferentemente de sítios arqueológicos abandonados, Matera manteve ocupação contínua ao longo dos séculos, o que reforça seu valor como patrimônio histórico vivo.
Nos anos 1950, o governo italiano transferiu moradores dos Sassi diante das condições consideradas insalubres. Além disso, décadas depois, a partir dos anos 1980, teve início um amplo processo de revitalização urbana, que transformou cavernas em hotéis-boutique, restaurantes e centros culturais.
Reconhecimento internacional impulsiona o turismo cultural
A recuperação alterou a percepção externa sobre a cidade e ajudou a pavimentar o caminho para que Matera fosse incluída nas 7 Maravilhas do Mundo. O que antes simbolizava pobreza passou a integrar roteiros de turismo cultural, atraindo visitantes interessados em arquitetura rupestre, história mediterrânea e experiências imersivas.
Além disso, Matera ganhou projeção ao servir de cenário para produções como A Paixão de Cristo e Mulher-Maravilha. Assim, o cinema reforçou sua visibilidade global e contribuiu para consolidar a reputação que culminou no reconhecimento, ampliando o fluxo turístico e fortalecendo a economia local.
Agenda cultural em 2026
A inclusão nas 7 Maravilhas do Mundo ocorre no mesmo ano em que Matera divide com Tetouan, no Marrocos, o título de Capital Mediterrânea da Cultura e do Diálogo (MCCD). Ao longo de 2026, exposições, workshops, mostras de cinema e apresentações ocuparão ruas e praças sob o tema “Terre Immerse”.
Para quem planeja visitar, especialistas em viagem recomendam ao menos duas noites para explorar os Sassi com calma. A cidade pode ser acessada por trem, ônibus ou carro, inclusive em bate-volta desde Nápoles ou da Costa Amalfitana.
Ao integrar as 7 Maravilhas do Mundo, de acordo com a Condé Nast Traveller, Matera consolida uma virada histórica iniciada há quatro décadas. Assim, o reconhecimento reforça o papel da cultura como vetor de desenvolvimento regional e reposiciona a Basilicata no mapa do turismo europeu contemporâneo.
