A presença dos líderes mundiais na COP30, iniciada nesta quinta-feira (6) em Belém (PA), transformou a Amazônia no centro das atenções globais. De acordo com o g1, mais de cinquenta chefes de Estado e de governo participam da Cúpula dos Líderes, que abre oficialmente as discussões políticas da Conferência do Clima das Nações Unidas. Pela primeira vez, o encontro ocorre antes da abertura formal da conferência. Dessa forma, os líderes ganham tempo para alinhar compromissos e favorecer decisões mais consistentes nas próximas duas semanas de negociações.
Líderes mundiais na COP30 apresentam soluções para florestas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, criado para captar cerca de R$ 625 bilhões (US$ 125 bilhões). O objetivo é recompensar países que preservam florestas tropicais, destinando parte dos recursos a povos indígenas e comunidades locais. Além disso, o fundo proíbe investimentos em combustíveis fósseis e privilegia projetos de baixo risco e alta sustentabilidade. Por isso, especialistas o consideram um dos mecanismos mais promissores já propostos em uma COP. O modelo, que une capital público e privado, mostra que a floresta pode gerar desenvolvimento e dignidade sem destruição.
Líderes mundiais na COP30 e a transição energética global
Enquanto o primeiro dia destacou as florestas, o segundo voltou-se à transição energética. As metas definidas pelos líderes mundiais são ambiciosas: triplicar a geração de energia renovável até 2030 e quadruplicar o uso de combustíveis sustentáveis até 2035. Para alcançar esses objetivos, a coalizão Belém 4x, liderada por Brasil, Itália e Japão, busca unir indústria, ciência e política em torno do hidrogênio verde, do biogás e dos biocombustíveis. Assim, a Cúpula dos Líderes demonstra que inovação e responsabilidade social podem caminhar juntas na construção de um futuro energético mais limpo.
Financiamento climático como prioridade para a Cúpula dos Líderes
Além das florestas e da energia, o financiamento climático ocupa um papel essencial. O Roteiro Baku–Belém, lançado pelas presidências do Azerbaijão (COP29) e do Brasil (COP30), propõe mobilizar US$ 1,3 trilhão por ano até 2035. Segundo o Itamaraty, a meta é reequilibrar o sistema financeiro global e garantir recursos para os países em desenvolvimento. Entretanto, esse esforço exige cooperação internacional e confiança mútua. Por outro lado, os resultados podem ser históricos, abrindo novas possibilidades de investimento verde e inclusão econômica em escala global.
A Amazônia inspira os líderes mundiais na COP30
Por fim, a escolha de Belém como sede da cúpula simboliza um reencontro entre humanidade e natureza. Localizada no coração da Amazônia, a cidade traduz o espírito da COP30: unir povos, ideias e soluções. Ao mesmo tempo, a presença de 143 delegações, incluindo França, Noruega e Reino Unido, mostra que o diálogo climático ganhou novas dimensões. Apesar das ausências de Estados Unidos e China, o Brasil consolida seu papel de anfitrião e mediador. Dessa forma, os líderes mundiais na COP30 encerram o encontro com uma mensagem clara — o futuro sustentável do planeta começa agora, sob as copas verdes da floresta.
