O campo brasileiro volta ao centro das decisões globais. Os investimentos rurais no Brasil ganham novo fôlego após o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola anunciar mais de US$ 1,1 bilhão para fortalecer comunidades do Nordeste e ampliar a segurança alimentar. O anúncio foi feito na última segunda-feira (09/02) pela diretora regional do Fundo, Rocío Medina Bolívar, durante visita oficial ao país com uma delegação internacional. A iniciativa pretende apoiar cerca de 1 milhão de pessoas até 2030, reforçando inclusão produtiva, resiliência climática e desenvolvimento sustentável.
Investimentos rurais no Brasil fortalecem combate à pobreza
Os investimentos rurais no Brasil praticamente dobram o aporte anterior, que foi de 450 milhões de dólares entre 2017 e 2024. Agora, o valor ultrapassa 1,1 bilhão de dólares, consolidando o país como parceiro estratégico do Fundo. Além disso, o Brasil ocupa a quinta posição entre os maiores investimentos globais do organismo e concentra 40% do financiamento na América Latina e no Caribe.
“Ela concentra 40% do nosso financiamento na América Latina e no Caribe, o que destaca o Brasil como um parceiro estratégico para investir nas populações rurais e gerar impacto na região”, afirmou Rocío Medina Bolívar. Portanto, o foco permanece na redução da pobreza rural e no fortalecimento da agricultura familiar, sobretudo no Semiárido nordestino.
Investimentos rurais no Brasil priorizam o Nordeste
Os investimentos rurais no Brasil têm como prioridade o Nordeste, região que concentra os maiores índices de vulnerabilidade social. Atualmente, o Fundo financia oito projetos na região, incluindo o Projeto Dom Hélder Câmara (PDHC III), voltado à segurança alimentar e à resiliência climática no Semiárido.
Além disso, a fase anterior do projeto registrou redução de 90% da extrema pobreza entre os participantes. Portanto, a estratégia combina acesso à água, assistência técnica, infraestrutura produtiva e políticas públicas integradas. O país, aliás, é o único do mundo com dois escritórios do Fundo: um em Brasília e outro em Salvador.
Cooperação internacional
Os investimentos rurais no Brasil também mobilizam parceiros como o Fundo Verde para o Clima (GCF), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID), o governo da Alemanha e o BNDES. O Fundo aporta cerca de 15% do financiamento total, enquanto articula cofinanciamento público e privado.
Além disso, foi aprovado o primeiro empréstimo sem garantia soberana no país para a cooperativa CRESOL, ampliando a participação do setor privado. Segundo Donal Brown, vice-presidente associado de Operações, “Mobilizamos investimentos de várias organizações nacionais e internacionais […] com o objetivo de ampliar a escala e o impacto das operações que apoiamos”.
Dessa forma, os investimentos rurais no Brasil consolidam um modelo de prosperidade rural sustentável, alinhado à Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e às metas de desenvolvimento inclusivo.
