COP 15: Espécies migratórias do Brasil ganham mais proteção com ações nacionais e globais

Espécies migratórias do Brasil ganham novas áreas protegidas e cooperação internacional, ampliando a conservação e fortalecendo biodiversidade e economia sustentável.
espécies migratórias do Brasil aves em voo sobre área natural
Aves representam parte das espécies migratórias do Brasil e dependem de áreas preservadas para manter suas rotas naturais. (Foto: Divulgação)

A realização da COP15 no Brasil, que começou na segunda-feira (23/03), marca um avanço prático na proteção ambiental ao ampliar ações voltadas às espécies migratórias do Brasil, que passam a contar com novas áreas protegidas e medidas coordenadas em escala nacional e global. A criação de mais de 1 milhão de hectares no litoral do Rio Grande do Sul reforça diretamente a conservação desses animais.

Esse avanço ocorre no contexto da COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias, realizada em Campo Grande (MS), que reúne países para alinhar políticas ambientais. Na prática, o encontro impulsiona decisões que afetam diretamente a biodiversidade brasileira e abre espaço para novas medidas conjuntas.

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Novas áreas protegidas fortalecem espécies migratórias do Brasil

A criação do Parque Nacional Marinho do Albardão e de uma Área de Proteção Ambiental amplia a cobertura de áreas marinhas protegidas para cerca de 26,73% no país. Com isso, o Brasil se aproxima da meta global de 30% até 2030.

Essas áreas funcionam como pontos seguros para espécies que percorrem longas distâncias, como baleias, tartarugas e aves. Ao proteger esses espaços, o país garante condições para reprodução, alimentação e deslocamento e sustenta cadeias ecológicas inteiras.

Além disso, a preservação dessas rotas naturais contribui para atividades como pesca sustentável e turismo ambiental, ampliando os benefícios econômicos e sociais.

Cooperação entre países amplia proteção das rotas naturais

As espécies migratórias do Brasil dependem de acordos internacionais porque cruzam fronteiras ao longo do ciclo de vida. Por isso, a COP15 reúne 132 países e a União Europeia para definir estratégias conjuntas.

Segundo a ministra Marina Silva, proteger essas espécies exige ciência compartilhada e ação coordenada entre nações. Esse alinhamento permite, por exemplo, a criação de planos integrados para espécies como os bagres amazônicos, que percorrem rios entre vários países.

Com isso, a conservação deixa de ser isolada e passa a funcionar como uma rede conectada, aumentando a eficácia das políticas ambientais.

Exemplos mostram como a conservação funciona na prática

Diversas espécies migratórias do Brasil ilustram como essas estratégias já geram resultados. A baleia-jubarte, com cerca de 34,5 mil indivíduos no país, realiza migrações entre a Antártida e o litoral brasileiro para reprodução.

Já a tartaruga-verde depende de praias protegidas para completar seu ciclo de vida, enquanto aves como o maçarico-acanelado percorrem até 30 mil quilômetros por ano, conectando continentes.

No ambiente terrestre, a onça-pintada depende da ligação entre biomas para manter sua população saudável. Esse conjunto mostra que a conservação envolve tanto áreas protegidas quanto conexões entre habitats.

Além disso, iniciativas como os Planos de Ação Nacional, coordenados pelo ICMBio, organizam essas estratégias de forma prática no território brasileiro.

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Espécies migratórias do Brasil entram em nova fase de proteção

As espécies migratórias do Brasil tendem a ganhar ainda mais suporte com a inclusão de novas espécies nas listas internacionais e o fortalecimento de políticas integradas. A proposta de adicionar 42 espécies à Convenção amplia esse alcance.

Com mais áreas protegidas e cooperação entre países, o país consolida uma estratégia que combina preservação ambiental e uso sustentável dos recursos naturais.

Na prática, isso indica um cenário em que biodiversidade, economia e equilíbrio ecológico caminham juntos, com impactos positivos duradouros para o território brasileiro.

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Caroll Medeiros

Caroll Medeiros é jornalista formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Integra a equipe do Boa Notícia Brasil, contribuindo com reportagens pautadas por checagem rigorosa, ética profissional e compromisso com temas de interesse público.

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